| Disputa
nas eleições da FIESP
Paulo
Skaf, com experiência de 30 anos no
setor têxtil, pela oposição;
e Cláudio Vaz, do setor de autopeças
e que já trabalhou em outros ramos
da indústria, pela situação.
Ambos têm condições
de vencer as eleições do dia
25 de agosto para a presidência da
Fiesp, a julgar pelos apoios explicitados
na imprensa. O dono do grupo Votorantim,
Antônio Ermírio de Morais,
o ex-presidente da Fiesp, Mário Amato,
e o atual, Horácio Lafer Piva, já
manifestaram apoio a Vaz. Benjamin Steinbruch,
presidente da Companhia Siderúrgica
Nacional e Cláudio Lembo, vice-governador
de São Paulo, deram declarações
favoráveis a Paulo Skaf. O presidente
da Nestlé, Ivan Zurita, também
deve apoiar Skaf, em retribuição
a seu empenho pela fusão da multinacional
alimentícia com a Garoto.
Skaf
e Vaz criaram sites sobre suas candidaturas
(www.claudiovaz.com.br
e www.pauloskaf.com.br)
para disputar os votos dos representantes
dos 129 sindicatos filiados à federação.
De acordo com pesquisa do jornal “Valor
Econômico”, publicada em 16
de agosto, 53% dos sindicatos com direito
a voto preferem Skaf, enquanto 39% apóiam
Vaz. Dez sindicatos ainda estariam indecisos.
ABDI entra em operação
Algumas
ações no âmbito da Agência
Brasileira de Desenvolvimento Industrial
(ABDI) devem ser definidas na próxima
reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento
Industrial, dia 30 de agosto, em Brasília.
É possível inclusive já
haver a definição de quem
ocupará a diretoria da ABDI, apesar
da sua criação não
ter sido aprovada pelos parlamentares. O
nome do diretor, de acordo com o projeto
de lei, deve ser escolhido pelo Presidente
da República. “Mesmo que ainda
esteja para ser votada no Senado, a idéia
é organizá-la na prática
até o fim deste mês”,
explica Edmundo Machado de Oliveira, assessor
do Ministério da Fazenda para a política
industrial. Isso já acontece em relação
ao Conselho, que parte para sua segunda
reunião de trabalho mesmo sem ter
sido aprovado no Congresso. A criação
do Conselho está prevista no projeto
de lei que trata da ABDI. Foi aprovado na
Câmara em julho, mas está em
análise no Senado, aguardando a designação
do relator na Comissão de Constituição,
Justiça e Cidadania. Os grupos e
a coordenação da política
industrial, de acordo com Oliveira, foram
praticamente desativados depois do anúncio
do detalhamento, no dia 30 de março.
“Houve trabalhos localizados, como
no caso dos semicondutores, mas a questão
é que entramos numa fase de execução,
o que requer a Agência”, justifica.
Essa comissão trabalha em estudos
para a criação do Laboratório
e Rede
Nacional de Micro e Nanotecnologia.
Veja aqui a íntegra
do que foi discutido na última reunião
desse grupo, em 4 de agosto, realizada em
São Paulo.
Smart instala nova fábrica
A empresa
norte-americana Smart Modular Technologies,
segunda maior fabricante de módulos
de memória de computadores no mundo,
construirá uma nova fábrica
de semicondutores no Brasil. O anúncio
foi feito no dia 10 de agosto pelo presidente
da empresa, Iain Mackenzie, depois de reunião
com os ministros da Fazenda, Antonio Palocci,
e do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan,
em Brasília. Atrair empresas fabricantes
de circuitos integrados é um dos
objetivos da política industrial
do governo. O investimento é de US$
30 milhões, a serem aplicados em
dois anos na compra de máquinas e
equipamentos. A planta fabricará
circuitos integrados utilizados em módulos
de memória de celulares, servidores,
microcomputadores e DVDs. A empresa já
tem uma unidade em Guarulhos, onde monta
os módulos de memória, e hoje
importa os circuitos integrados que compõem
esses produtos. O Brasil importa US$ 2 bilhões
por ano em circuitos. Segundo o jornal Estado
de S. Paulo de 11 de agosto, a Smart deve
iniciar a produção de 5 milhões
de unidades de circuito integrado por mês
entre seis meses e um ano e exportará
11% da produção. De acordo
com o Ministério do Desenvolvimento
(MDIC), serão gerados 200 empregos
diretos com a nova fábrica. O local
onde será instalada não foi
decidido e um grupo reunindo representantes
da empresa e do governo detalhará
a implementação do investimento.
A Smart pretende transformar o Brasil em
plataforma exportadora, e decidiu fazer
a nova fábrica por conta do mercado
brasileiro. Edmundo de Oliveira, assessor
do ministro Palocci para a política
industrial, explicou que a empresa se beneficiará
da desoneração de impostos
aplicada a bens de capital, anunciada pelo
governo no começo de agosto, uma
outra medida da política industrial.
Curso Gestão da Inovação
Terminam
no dia 3 de setembro as inscrições
para a segunda edição do curso
de especialização Gestão
Estratégica da Inovação
Tecnológica, oferecido pelo Departamento
de Política Científica e Tecnológica
(DPCT) da Unicamp. Coordenado pelo professor
doutor Ruy de Quadros Carvalho - também
coordenador do Grupo de Estudos de Empresas
e Inovação (GEMPI) -, o curso
é voltado para profissionais que
gerenciam funções críticas
do processo de inovação nas
empresas. O processo seletivo inclui entrevista
pessoal e análise do currículo
e da carta de intenções dos
candidatos. O curso se inicia no dia 24
de setembro, com aulas todas às sextas-feiras,
das 18h30 às 23h, e em sábados
alternados, das 8h às 18h, com uma
hora para almoço. O valor total do
curso é de R$ 17.040,00 por participante,
pago em 12 parcelas de R$ 1.420,00 - a primeira
no ato de confirmação da matrícula.
O
site do curso é http://www.extecamp.unicamp.br/gestaodainovacao/.
As inscrições podem ser feitas
pela Internet no endereço
http://www.extecamp.unicamp.br/dados.asp?sigla=GEO-600&of=002.
|