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..Publicada em 30 de setembro 2004

Mundo nano

Equipe da Unicamp desenvolve software que
simula operação de nanorobô dentro do corpo humano

Um software chamado Nanorobot Control Design (NCD) foi desenvolvido por pesquisadores da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (Feec) da Unicamp e será apresentado nesta semana na 28ª Conferência Bienal de Robótica e Mecanismos, promovida pela Sociedade Americana de Engenheiros Mecânicos. A conferência ocorre em Salt Lake City, nos Estados Unidos. O NCD é um simulador em três dimensões, cujos módulos são capazes de projetar as condições físicas de operação de um nanorobô no interior do corpo humano, rodar o programa de controle do nanorobô, determinar suas ações, e gravar seu comportamento para análise posterior. O software também fornece imagens tridimensionais do ambiente virtual em que o nanorobô opera.

O trabalho foi realizado por Adriano Cavalcanti, que está se doutorando sob orientação de Luis Kretly, do Departamento de Microondas e Ótica da Feec, com a colaboração de Robert Freitas Junior, que mantém o Institute for Molecular Manufacturing, em Palo Alto, Califórnia. Simuladores são importantes no momento atual da nanotecnologia porque não basta a possibilidade de construir nanorobôs com finalidades médicas, que é uma das promessas da nanotecnologia. Será necessário também desenvolver as ferramentas para o controle de equipes de nanorobôs agindo simultaneamente, que permitam sua visualização, elaboração e execução de planos de navegação e outras tarefas complexas. O simulador cumpre esse papel, e representa um apressamento no passo da aplicabilidade pois, quando as técnicas de fabricação se sofisticarem o suficiente para construir os nanorobôs, já se terá avançado também na tecnologia do controle.

A ambição com que o grupo trabalha vai até a possibilidade de corrigir defeitos em moléculas, no interior do corpo humano, usando nanorobôs. Segundo Cavalcanti, mantido o ritmo atual das descobertas, os primeiros nanorobôs biológicos estarão prontos em cinco anos. Outros, mais sofisticados, capazes de realizar tarefas de reparo, poderão sair da fase de desenvolvimento no laboratório em uma década.


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