Mundo nano
Equipe da Unicamp desenvolve
software que
simula operação de nanorobô
dentro do corpo humano
Um software
chamado Nanorobot Control Design
(NCD) foi desenvolvido por pesquisadores
da Faculdade de Engenharia Elétrica
e de Computação (Feec) da
Unicamp e será apresentado nesta
semana na 28ª Conferência Bienal
de Robótica e Mecanismos, promovida
pela Sociedade Americana de Engenheiros
Mecânicos. A conferência ocorre
em Salt Lake City, nos Estados Unidos. O
NCD é um simulador em três
dimensões, cujos módulos são
capazes de projetar as condições
físicas de operação
de um nanorobô no interior do corpo
humano, rodar o programa de controle do
nanorobô, determinar suas ações,
e gravar seu comportamento para análise
posterior. O software também
fornece imagens tridimensionais do ambiente
virtual em que o nanorobô opera.
O trabalho
foi realizado por Adriano Cavalcanti, que
está se doutorando sob orientação
de Luis Kretly, do Departamento de Microondas
e Ótica da Feec, com a colaboração
de Robert Freitas Junior, que mantém
o Institute for Molecular Manufacturing,
em Palo Alto, Califórnia. Simuladores
são importantes no momento atual
da nanotecnologia porque não basta
a possibilidade de construir nanorobôs
com finalidades médicas, que é
uma das promessas da nanotecnologia. Será
necessário também desenvolver
as ferramentas para o controle de equipes
de nanorobôs agindo simultaneamente,
que permitam sua visualização,
elaboração e execução
de planos de navegação e outras
tarefas complexas. O simulador cumpre esse
papel, e representa um apressamento no passo
da aplicabilidade pois, quando as técnicas
de fabricação se sofisticarem
o suficiente para construir os nanorobôs,
já se terá avançado
também na tecnologia do controle.
A
ambição com que o grupo trabalha
vai até a possibilidade de corrigir
defeitos em moléculas, no interior
do corpo humano, usando nanorobôs.
Segundo Cavalcanti, mantido o ritmo atual
das descobertas, os primeiros nanorobôs
biológicos estarão prontos
em cinco anos. Outros, mais sofisticados,
capazes de realizar tarefas de reparo, poderão
sair da fase de desenvolvimento no laboratório
em uma década.
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