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CURTÍSSIMAS

Publicada em 12 de julho de 2010

FMC A empresa norte-americana, maior fornecedora de equipamentos para produção de petróleo do mundo, iniciou a construção de um centro de pesquisas no Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), informou o jornal Valor Econômico no dia 5 de julho. A empresa tem duas unidades industriais no País, ambas no Rio de Janeiro (na capital e em Macaé) e já é a maior cliente do laboratório de ensaios não destrutivos e de corrosão da UFRJ. O centro em construção vai empregar 300 engenheiros, sendo 100 deles novos contratados e o restante transferido da área de desenvolvimento de produtos das plantas da empresa no Brasil. O vice-presidente de tecnologia da FMC, o engenheiro mecânico Paulo Couto, formado pela UFRJ, contou que a obra civil vai consumir cerca de um terço dos R$ 200 milhões que a FMC deve investir no Brasil nos próximos dois a três anos. A FMC pretende inaugurar o centro de pesquisas com o teste de um protótipo de um sistema de processamento submarino a ser instalado no campo de Marlim. "A vinda da FMC é um marco importante porque, diferentemente das outras que já estão aqui, ela desenvolve tecnologia na área de produtos. As outras são da área de serviços", disse Maurício Guedes, diretor do Parque Tecnológico da UFRJ. É o terceiro empreendimento anunciado no local, motivado pela exploração do pré-sal. Já estão em construção os centros de pesquisa da francesa Schlumberger, a maior prestadora de serviços para a indústria de petróleo do mundo, e da Baker Hughes. A Halliburton está negociando a instalação de um centro de P&D no local e a Usiminas praticamente acertou a construção de um centro para pesquisar novas qualidades de aço, diz o jornal. Dentro do campus da UFRJ, em área contígua ao Parque Tecnológico, já está instalado, desde a década de 1960, o Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), que recebeu R$ 900 milhões para sua expansão. Os novos laboratórios devem começar a funcionar em setembro.

General Eletric Até agosto a GE deve anunciar onde construirá seu centro de pesquisa e desenvolvimento no Brasil. A escolha recairá sobre uma entre cinco cidades: Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Campinas (SP) e São José dos Campos (SP). Esse será o quinto centro de P&D da GE. A empresa fundada nos Estados Unidos pelo inventor da lâmpada elétrica Thomas Edison já tem núcleos de P&D na China, Índia, Alemanha e nos EUA. A previsão de investimento no Brasil é de US$ 150 milhões em 18 meses, com a contratação de 300 profissionais. "Em termos globais, o faturamento brasileiro é pequeno — apenas 1,6% dos US$ 156 bilhões obtidos em 2009. Mas a GE conta com a expansão econômica que investimentos como a prospecção no campo do pré-sal poderão trazer", informou o Valor Econômico no dia 5 de julho. A reportagem conta ainda que a questão tributária não é fator relevante para a GE, mas sim a negociação com as universidades públicas. A empresa quer assegurar a propriedade das patentes desenvolvidas em seus centros e estuda que cidade tem o maior potencial de formação de profissionais em suas áreas de interesse: energia, petróleo e gás, transportes e indústria hospitalar. A depender da cidade escolhida, o centro de pesquisas terá uma vocação. Se for instalado em Campinas (SP), o foco será energia; no Rio de Janeiro, atuará em petróleo e gás. Se ficar em Belo Horizonte ou em São Paulo, as atividades serão focadas em transportes e saúde.

Toyota Depois de sucessivos recalls de veículos de sua fabricação em todo o mundo, a montadora japonesa anunciou que vai ampliar o tempo de testes no desenvolvimento de novos veículos, conta o jornal The Wall Street Journal do dia 6 de julho. A extensão do tempo de testes dos novos modelos feitos antes do início da produção pode ser de dois a seis meses, dependendo do veículo. A companhia também quer usar consumidores e engenheiros independentes nos testes para ter um olhar externo sobre o produto em desenvolvimento. Esse aumento, espera a Toyota, não alongará o tempo total de desenvolvimento de um carro, que varia de 21 a 48 meses. A empresa  pretende encurtar outras etapas do processo. A fabricante japonesa também disse que vai reduzir o número de engenheiros externos que contrata para o desenvolvimento de veículos, pois a prática teria provocado ruptura na comunicação e possíveis mal entendidos entre as equipes terceirizadas e os engenheiros da própria empresa. A Toyota usaria 30% de engenheiros externos no desenvolvimento de novos veículos no mundo e quer agora baixar esse percentual para 10%, apurou o jornal. Oficialmente, a empresa não confirmou os números. Outra mudança em sua área de P&D está no corte das opções e variações de motores e outros componentes-chave usados nos testes para simplificar e limitar o escopo de trabalho dos engenheiros, dando a eles condições de se concentrarem mais em qualidade. A empresa também avalia reduzir o uso da engenharia virtual, computadorizada, e usar mais protótipos físicos, mas isso pode ampliar o período de desenvolvimento e encarecer os custos de P&D. As mudanças começaram a ser discutidas há um ano, mas a empresa decidiu agir mais rapidamente depois de enfrentar os recalls nos últimos seis meses.

Nokia Maior fabricante de celulares do mundo, a empresa anunciou no dia 6 de julho a venda da sua divisão de modems sem fio para a Renesas Electronics, do Japão, por US$ 200 milhões. A empresa japonesa é a quinta maior produtora de chips do mundo. O acordo previu a transferência de tecnologias para modem nos padrões TLE, HSPA e GSM desenvolvidas pela Nokia, incluindo algumas de suas patentes. Esses padrões são usados em comunicação 3G. Cerca de 1,1 mil funcionários do departamento de P&D da Nokia —  na Finlândia, Índia, Reino Unido e Dinamarca — serão transferidos à Renesas. Segundo notícia da agência Reuters, os analistas avaliaram essa venda como parte da estratégia da Nokia de abrir mão de atividades não essenciais de pesquisa e desenvolvimento e continuar a terceirização de desenvolvimento de componentes. As operações não essenciais estão sendo abandonadas para que ela se concentre na sua atividade principal, a fabricação de celulares. A empresa vem enfrentando problemas com a concorrência, em especial, com a Apple e seu IPhone.

IBM e Roche HoldingsAs duas empresas estabeleceram um acordo de cooperação em pesquisa e desenvolvimento para tornar o sequenciamento de genoma para fins médicos mais barato e simples de ser feito, conta a agência de notícias Bloomberg no dia 2 de julho. A IBM pesquisa o uso de correntes elétricas para passar moléculas de DNA por meio de um sensor com largura de três nanômetros (bilionésimos de metro), permitindo a análise unidade por unidade, o que tornaria o processo mais rápido, explicou o pesquisador Ajay Royyuru, que comanda a divisão de biologia computacional da IBM. O processo poderia reduzir o custo do sequenciamento do genoma para fins médicos, atualmente superior a US$ 100 mil, para uma faixa entre US$ 100 e US$ 1 mil, segundo Royyuru. A Roche ficou responsável pelo lançamento do produto no mercado e a IBM receberá uma receita pelo licenciamento. O desenvolvimento da tecnologia ainda levará cerca de cinco anos até a fase de comercialização.

Lei de InformáticaPortaria interministerial 501, publicada dia 1º de julho no Diário Oficial da União, obriga o governo a se pronunciar em no máximo 45 dias sobre pedidos de isenção apresentados pelas empresas e previstos pela Lei de Informática. A mesma portaria também instituiu o Sigplani — Módulo Pleito de Habilitação ao Incentivo, um processo eletrônico para habilitação de empresas, e criou duas novas contrapartidas para as firmas poderem usar os benefícios. Até o momento, informa a Associação Brasileira da Indústria Eletroeletrônica (Abinee), a análise chegava a demorar até um ano. "Esta demora inviabilizava novos investimentos das empresas, dado que o prazo de concessão do benefício era muitas vezes maior do que a necessidade de atualização tecnológica dos produtos", disse o presidente da Abinee, Humberto Barbato, em comunicado divulgado para a imprensa. Segundo o press release, com a portaria o governo corrige a discrepância que havia e abre a possibilidade do aumento dos investimentos em novos produtos do segmento de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Segundo o site Convergência Digital, o governo conseguiu encurtar o prazo através de duas medidas. Até agora, o pedido precisava ser aprovado separadamente em três instâncias: Ministérios da Ciência e Tecnologia; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e, ainda, a Secretaria da Receita Federal do Brasil. Com a portaria, a análise será feita pela Câmara Técnica Interministerial para Pleitos de Concessão (CTI-PC), criada em 2007 pela Portaria Interministerial 148. A CTI-PC é formada por representantes do MCT, MDIC e da Receita Federal, com a diferença que terá a competência necessária para definir conjuntamente se aprova ou não o pleito apresentado pelas empresas. O outro fator que permitiu o prazo de 45 dias é a instituição do uso do Sigplani, que permite o acompanhamento eletrônico, por parte das empresas, da tramitação do pedido. O Sigplani tem sido utilizado pela Secretaria de Política de Informática do MCT no recebimento e avaliação dos relatórios das empresas que usaram os benefícios da Lei de Informática. Todo ano elas precisam enviar a documentação comprovando os investimentos em P&D que são exigidos como contrapartida para a isenção ou redução do pagamento de imposto. A Lei de Informática concede isenção ou redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em troca de investimento das empresas em projetos de pesquisa e desenvolvimento. As novas exigências criadas pela portaria são: as empresas precisam implantar o Sistema da Qualidade, conforme as Normas ISO 9.000, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). A certificação precisa ser homologada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). Além disso, as empresas agora deverão implantar um programa de participação dos trabalhadores nos lucros ou resultados da empresa.


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