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CURTÍSSIMAS

Publicada em 23 de novembro de 2009

Protetor solar ― A farmacêutica Biolab Sanus organizou uma manhã de comemorações em um centro de convenções da capital paulista para lançar seu novo protetor solar, que usa nanopartículas poliméricas para carregar o princípio ativo do cosmético. Na promoção do "primeiro fotoprotetor brasileiro contendo nanocápsulas biodegradáveis" (Photoprot, FPS 100, R$ 72,80, 40 ml), a Biolab reuniu, dia 14 de novembro, cerca de 350 médicos (principalmente), jornalistas, e políticos como o presidente da Câmara Federal, Arlindo Chinaglia, o presidente do Partido Comunista do Brasil, Renato Rabelo (partido de Luiz Fernandes, presidente da Financiadora de Estudos e Projetos, Finep, um dos financiadores do desenvolvimento), e o coordenador de inovação da Secretaria de Desenvolvimento de São Paulo, Pedro Bombonato. A cerimônia, precedida de café da manhã e seguida de almoço, iniciou-se com a execução do Hino Nacional. Na história relatada durante a festa, foi da Biolab a iniciativa de procurar, há quatro anos, a pesquisadora Silvia Guterres, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, para desenvolver a chamada "plataforma" nanotecnológica. A Finep co-financiou o desenvolvimento e abriu mão de sua parte na propriedade intelectual, dividida igualmente entre a empresa e a UFRGS. Essa plataforma ― que poderá ser usada em vários medicamentos e cosméticos, com pequenas variações ― está baseada na aplicação industrial da tecnologia de encapsulamento de um princípio ativo (no caso, o filtro solar) em partículas de tamanho diminuto feitas de polímeros. Durante a palestra que deu durante a comemoração, Silvia, doutora em Farmácia, explicou que o diâmetro das cápsulas do fotoprotetor da Biolab é, em média, de 240 nanômetros. Um nanômetro é a milionésima parte do metro. Silvia frisou que nanocápsulas desse tamanho não trazem risco a quem usar o fotoprotetor: "hoje se sabe", disse, que as nanopartículas de diâmetro menor que 100 nanômetros podem chegar à circulação e provocar um efeito sistêmico (ou seja, por todo o organismo do consumidor); por outro lado, se o diâmetro for maior que 400 nanômetros, as vantagens da nanocápsula se perdem. Nas palavras da professora da universidade gaúcha, chegar a nanopartículas dentro dessa "janela de segurança" foi uma questão para o desenvolvimento tecnológico. Um dos ingredientes do cosmético é o óleo de buriti que, sempre segundo a palestrante, apresenta efeito antioxidante, comprovado por pesquisas. Dante Alário, um dos donos da Biolab e seu diretor técnico-científico, contou que ela vai crescer "mais de 20%" no ano [em outubro, a empresa previu aumento de 21% de seu lucro líquido entre 2008 e 2009, com vendas de R$ 540 milhões, contra R$ 475 milhões em 2008. Nota da E.]. Afirmou também que a empresa investe 7% de seu faturamento em pesquisa e desenvolvimento; e que há, no momento, 32 moléculas no pipeline da companhia, todas "me-toos" ― ou seja, cópias de drogas já existentes. Alário também contou que a Biolab prepara parcerias com empresas estrangeiras. No momento, há conversa com uma empresa alemã. Outros três produtos que usam essa plataforma estão em desenvolvimento. A área de nanotecnologia da empresa, que acaba de ser criada para cuidar desses produtos, é dirigida por uma ex-aluna da professora Silvia.

Livros onlineA empresa de tecnologia da informação e duas associações de editores e escritores dos EUA apresentaram nova proposta de acordo sobre os direitos autorais de livros de grandes bibliotecas norte-americanas que a Google quer digitalizar e disponibilizar, no dia 13 de novembro, a uma das cortes distritais de Nova Iorque. A nova redação abre caminho para a solução da questão mais difícil do acordo: como li dar com os direitos autorais das milhões de obras chamadas "órfãs" ― aquelas cujos detentores dos direitos são desconhecidos ou não podem ser localizados. A proposta estabelece que um curador independente ― nem da Google, nem das associações ― ficará encarregado de tomar as decisões relacionadas às obras nessas condições. O curador terá titularidade para licenciar direitos das obras órfãs a outras empresas que não a Google também interessadas em comercializar o acesso online a elas. Os rendimentos dessas licenças serão depositados em um fundo e ficarão à disposição de herdeiros dos autores. Se não for reclamado, ao final de dez anos o dinheiro irá para caridade. Outra mudança importante é a decisão da empresa e das associações de só digitalizarem livros publicados na Grã-Bretanha, no Canadá, nos EUA e na Austrália ― o que afasta a oposição da França e da Alemanha. A nova proposta veio em obediência à determinação do Departamento de Justiça dos EUA, feita no final de setembro, que recomendou mais negociação entre as partes. As associações profissionais acionam a Google desde 2005, quando a empresa anunciou sua intenção de criar a maior biblioteca online já organizada. O acordo anterior foi intensamente criticado, inclusive pelo governo Obama. Espera-se que o juiz do caso, Denny Chin, marque, até o final do mês de novembro, a data para a audiência em que as partes exporão seus argumentos. Depois da audiência, caberá ao juiz decidir se aceita ou não que o acordo ponha fim à disputa entre as partes.

PIB paulista O Estado de São Paulo cresceu 7,4% em 2007, contra 6,1% do Brasil. O dado é do IBGE e foi divulgado no dia 18 de dezembro. A indústria foi a principal responsável pela taxa de crescimento superior à nacional. São Paulo contribuiu, em 2007, com 33,9% do PIB nacional ― a mesma percentagem dos anos de 2005 e 2006. Esses dados mostram estabilidade do PIB do Estado como proporção do PIB do Brasil, o que muda a tend ência de queda iniciada em 1995, quando a proporção foi de 37,2%, que durou até 2004, ano em que a percentagem chegou ao ponto mais baixo, 33,1%.

SupercomputadorA Petrobras vai comprar um supercomputador da empresa de tecnologia da informação europeia Bull, vencedora do edital que organizou. O equipamento será usado pelo Centro de Pesquisas (Cenpes) da petrolífera, tem capacidade de 250 teraflops ― um teraflop equivale à capacidade da máquina de realizar um trilhão de cálculos por segundo ― e será instalado em um Data Center da Petrobras que está em fase final de construção no campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro. O supercomputador será usado em simulações geofísicas para aprimorar a visualização das camadas geológicas do subsolo para suportar a exploração e a produção de petróleo, algo fundamental para as pesquisas relacionadas ao pré-sal. Segundo a Bull, o governo brasileiro já instalou oito supercomputadores nas universidades federais e, desses, seis são da Bull. O valor da aquisição não foi revelado pelas companhias.

Cortes em P&D A farmacêutica Pfizer anunciou que vai fechar seis de seus 20 centros de pesquisa e desenvolvimento e demitir até 2 mil cientistas e técnicos de laboratório, após redesenhar sua estrutura depois de adquirir a Wyeth no mês de outubro. Segundo o site do jornal Valor Econômico e a agência de notícias Associated Press, a empresa terá cinco centros de pesquisa principais, mais nove outros laboratórios encarregados de pesquisas especializadas. Serão fechados um dos centros em Princeton, dois em Nova Iorque, dois na Carolina do Norte e um na Grã-Bretanha. A operação de reorganização e integração dos laboratórios da Pfizer e da Wyeth visa a impulsionar a produtividade e proporcionar economias, justificaram os executivos da empresa que comandam a operação. Serão eliminados cerca de 35% da área ocupada hoje pelas atividades de pesquisa e desenvolvimento. Outra empresa que anunciou cortes na área de P&D foi a Nokia. A principal fabricante de celulares do mundo anunciou no dia 20 de outubro que cortará 330 postos de trabalho na Finlândia e na Dinamarca. A Nokia já demitiu e cortou outros custos este ano, com o objetivo de economizar mais de 700 milhões de euros (US$ 1,04 bilhão) somente na unidade de aparelhos manuais e enfrentar a queda na demanda, informa a agência de notícias Reuters.

Vale-CNPqA empresa e a agência de fomento federal lançaram no dia 18 de novembro duas chamadas para selecionar projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação para o setor mineral. As propostas aprovadas serão financiadas com recursos estimados em R$ 9,4 milhões e as inscrições vão até 18 de janeiro de 2010. A primeira trata do Projeto Tendências Tecnológicas para o Setor Mineral e a segunda se aplica a tecnologias de Sistemas Produtivos Locais (SPL) do setor mineral, com prioridades para os segmentos de rochas ornamentais, cerâmica vermelha e de revestimento, gemas e joias, gesso, pegmatitos e calcário e cal. Para a primeira chamada estão destinados R$ 6,9 milhões, para apoiar projetos desenvolvidos em cooperação entre empresas ou instituições de pesquisa que tenham experiência na área de geologia e tecnologia mineral e atuem em rede. Já para se candidatar à segunda chamada, com R$ 2,5 milhões disponíveis, o proponente deve participar de instituições de pesquisa e desenvolvimento científico e tecnológico, inovação, capacitação ou formação de recursos humanos que participem de SPLs de base mineral e apresentem, por meio de rede de cooperação, parceria com grupos de micro e pequenas empresas de mineração ou base mineral. Os resultados serão divulgados no Diário Oficial da União e na página do CNPq a partir de 11 de março de 2010 e o início da contratação das propostas aprovadas será a partir de 16 de março do ano que vem. A Vale já havia lançado um primeiro edital em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará (Fapespa) e o diretor do Instituto Vale, Luiz Eugênio Araújo de Moraes Mello, antecipou em entrevista a Inovação que novos editais em parceria com outras agências de fomento seriam lançados ainda esse ano.

 


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