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CURTÍSSIMAS

Publicada em 9 de novembro de 2009

SupercomputadorO Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) espera divulgar o resultado da licitação para a compra de seu novo supercomputador para pesquisas climáticas entre os dias 10 e 15 de dezembro. O processo de seleção do fornecedor começou em outubro de 2008, com o lançamento de um primeiro edital, ao qual apenas duas empresas se apresentaram, contou a Inovação Haroldo Fraga de Campos Velho, diretor associado de espaço e ambiente do Inpe, que está acompanhando o processo de licitação. Na ocasião, uma das propostas foi desqualificada por problemas de documentação e outra excedia o valor disponível para a aquisição. A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), investiram R$ 35 milhões e R$ 15 milhões, respectivamente, para a compra do supercomputador. Além desses problemas, o dólar em alta desfavorecia a aquisição. Um segundo edital foi lançado em junho. Nele, "o Inpe redimensionou, para baixo, os requisitos do sistema", disse Campos Velho. O primeiro edital especificava um supercomputador de 15 teraflops ― um teraflop equivale à capacidade da m áquina de realizar um trilhão de cálculos por segundo. O novo edital aceitou propostas de equipamentos a partir de 10 teraflops de capacidade; houve também um ganho de quase 1/3 no preço por conta da valorização do real, de acordo com o diretor do Inpe. Com as mudanças e a situação econômica mais favorável para a compra, o novo edital teve melhor resposta: 11 empresas retiraram a carta-edital e se cadastraram na Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais (Funcate), que realiza a licitação. Habilitação, proposta técnica e, por fim, a proposta comercial serão analisadas. No caso da proposta técnica, as empresas ganham pontos a cada requisito atendido. Se uma empresa oferecer 10 teraflops e outra 15 teraflops, a segunda terá mais pontos. Há outros requisitos para pontuação, como o tamanho do sistema e o consumo menor de energia. Na proposta comercial está o valor que a empresa quer pelo supercomputador. Vencerá quem acumular mais pontos na proposta técnica e tiver um custo compatível com o orçamento do Inpe para a aquisição. A expectativa do Inpe é que a máquina seja entregue entre três e quatro meses após o anúncio da empresa fornecedora e que os modelos climáticos estejam rodando no novo supercomputador no segundo semestre de 2010. Em entrevista a Inovação em junho de 2008, o pesquisador do Inpe e coordenador executivo do Programa Fapesp de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais Carlos Nobre disse que o novo equipamento permitiria ao Brasil participar da elaboração do próximo relatório, chamado AR-5 (Assessment Report 5), do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês), previsto para 2014. Segundo Nobre, para entrar no quinto relatório os grupos de pesquisa deveriam apresentar simulações do clima futuro até outubro ou novembro de 2010. Por email, Nobre afirmou a Inovação que, apesar de o tempo estar ficando curto, o grupo de pesquisa sobre mudanças climáticas nucleado pelo Inpe ainda pretende "colaborar com a geração de cenários do IPCC". O Inpe teve aprovado, em outubro, o primeiro curso de pós-graduação em Ciência do Sistema Terrestre; o supercomputador será uma das ferramentas à disposição de seus pesquisadores.

Rankings ― O ranking Times Higher Education-QS World University Rankings acabou. Em matéria postada no seu site no dia 5 de novembro, a Times Higher Education, revista britânica especializada em ensino superior, anunciou o fim de sua parceria de seis anos com a empresa Quacquarelli Symonds (QS) e um acordo com a empresa de indexação de periódicos acadêmicos Thomson Reuters para a elaboração de seu ranking a partir do ano que vem. Segundo o texto, a THE pretende desenvolver uma nova metodologia "em consulta com seus leitores, seu conselho editorial de especialistas em educação superior e a Thomson Reuters". A empresa, prossegue a matéria, "vai colher e analisar os dados usados para produzir os rankings para a Times Higher Education". Segundo Ann Mroz, editora da revista, os rankings da THE "se tornaram enormemente influentes e nós reconhecemos nossa responsabilidade para produzir a tabela mais rigorosa e transparente que pudermos". Pelo lado da nova parceira da revista, o diretor de avaliação de pesquisa, Jonathan Adams, declarou que a Thomson Reuters está "feliz em proporcionar insight e consultas num indicador tão amplamente respeitado como o Ranking Mundial de Universidades da Times Higher Education". Segundo ele, é provável que o ranking do ano que vem "seja bastante diferente, com mais informações sobre a metodologia", e que "em dois ou três ciclos" ocorram "mais mudanças, refinamentos e aperfeiçoamentos". A QS, por sua vez, anunciou que vai continuar a elaborar rankings: "os rankings mundiais de universidades da QS não foram afetados", declarou o diretor da empresa, Nunzio Quacquarelli, ao University World News, boletim da Unesco dedicado à educação superior no mundo. "A QS mantém seu compromisso de produzir pesquisa institucional de classe mundial e oferecer rankings, classificações e ferramentas de avaliação para um número crescente de contextos geográficos e disciplinares". O Times Higher Education-QS World University Rankings foi publicado pela primeira vez em 2003; a edição mais recente, de 2009, foi lançada em outubro.


Zoneamento
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou no dia 28 de outubro as resoluções que proíbem a liberação de crédito para cultivo de cana-de-açúcar em áreas consideradas inadequadas pelo Zoneamento Agroecológico da Cana-de-Açúcar, instituído pelo decreto 6.961, publicado no dia 19 de setembro. Dessa forma, fica regulamentada a proibição de financiamento para produção nos biomas Amazônia e Pantanal, na Bacia do Alto Paraguai e em terras indígenas, informa a Agência Brasil. Entidades do setor sucroalcooleiro, apoiadas por alguns parlamentares, reivindicam que algumas dessas áreas sejam excluídas da proibição estabelecida pelo zoneamento, agora alvo da regulamentação da CMN. O coordenador-geral da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Aloisio Melo, reforçou que está vetado o financiamento para áreas que o decreto define como inaptas ao plantio de cana. "Se sair um projeto de lei mudando serão feitas alterações, mas a resolução já regulamenta que onde o decreto diz que não é área apta está proibido o financiamento", afirmou para a agência de notícias do governo.


Monsanto-Embrapa
A multinacional anunciou ter repassado R$ 8,3 milhões para o Fundo de Pesquisa Embrapa e Monsanto no dia 4 de novembro. Os valores são oriundos do compartilhamento dos direitos de propriedade intelectual, a título de royalties, sobre a comercialização de variedades de soja da Embrapa com a tecnologia Roundup Ready na safra 2008/2009. Os recursos serão aplicados em oito projetos de pesquisa da Embrapa, escolhidos pelo comitê gestor do Fundo, todos de biotecnologia. De 2006 até este ano a Monsanto já repassou ao Fundo de Pesquisa aproximadamente R$ 20 milhões. Um dos projetos, que terá R$ 447 mil, estudará a expressão de genes envolvidos com a resposta ao estresse hídrico em plantas transgênicas de feijoeiro. O objetivo é a obtenção de plantas de feijão tolerantes à seca, por meio da expressão de um gene isolado da soja e outro da mamona. Outro projeto é uma plataforma tecnológica para a expressão e a produção de proteínas recombinantes em plantas, que terá R$ 690 mil. Para esse estudo, foi feita uma parceria entre a Embrapa, o Ludwig Institute for Cancer Research, o New York Branch of Human Cancer Immunology at the Memorial Sloam-Ketting Cancer Center Research e o National Institutes of Health (NIH). O foco de atuação da plataforma será a expressão e a produção de proteínas de interesse da área médica e da agricultura em plantas como soja, por exemplo. Outra pesquisa beneficiada é a "fenotipagem, avaliação de mecanismos de tolerância e associação genômica aplicadas ao desenvolvimento de recursos genéticos de cereais adaptados à seca", com R$ 3,3 milhões. O trabalho terá como objetivo identificar e caracterizar recursos genéticos e mecanismos fisiológicos e moleculares de tolerância à seca em arroz, milho, trigo e sorgo, avaliados em condições de campo. O Fundo também continuará a aportar dinheiro nas pesquisas do Programa de Desenvolvimento de linhagens de soja geneticamente modificadas com os genes Bt e RR2, concomitante à elaboração de um programa de contenção e rastreamento – Stewardship ― já em execução pela Embrapa Soja.


"Segunda geração"
― Nos EUA, a Food and Drug Administration, agência de vigilância e regulação do país, aprovou a comercialização da primeira variedade de soja com alto teor de ômega 3, nutriente visto como benéfico para o funcionamento do cérebro. A FDA considerou a soja, da Monsanto, segura para consumo humano. É o primeiro transgênico de "segunda geração" que chega ao mercado. São chamados de segunda geração os organismos geneticamente modificados para, de acordo com a indústria, beneficiar a saúde de seus consumidores. O óleo da nova soja poderá ser usado para enriquecimento de alimentos industrializados a partir da aprovação, no final de outubro. Espera-se que os primeiros produtos enriquecidos com ômega 3 cheguem ao mercado no final de 2010 ou inicio de 2011. As informações são da revista New Scientist.


Em Santos
O credenciamento provisório para instalação do parque tecnológico na região de Santos foi assinado dia 28 de outubro pelo secretário de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, e pelo prefeito de Santos, João Paulo Tavares Papa, em solenidade no salão nobre da Prefeitura. Conforme o secretário Alckmin já havia antecipado a Inovação, o parque será voltado às áreas de petróleo, gás natural, porto, tecnologia da informação, meio ambiente e logística. As empresas que já manifestaram interesse em fazer parte do empreendimento são a Petrobras, a Usiminas e iniciativas especializadas em tecnologia da informação. Os bairros escolhidos, Valongo e Vila Mathias, têm vocação para receber empresas de tecnologia focadas em pesquisa e desenvolvimento. No total, o município soma seis universidades, com 35 mil alunos matriculados, além do Centro Paula Souza, que conta hoje com 5.961 alunos nas Escolas Técnicas da Baixada Santista e 1.730 alunos nas Faculdades de Tecnologia. A Secretaria de Desenvolvimento, em conjunto com o Centro Paula Souza, prefeituras e o setor produtivo, também estuda a criação de um curso técnico voltado à área de petróleo e gás natural. As empresas que se instalam em parques tecnológicos podem participar do programa de incentivos fiscais Pró-Parques. Instituições de apoio e empresas de base tecnológica poderão utilizar os créditos acumulados do ICMS apropriados até 30 de novembro de 2010, ou diferir o imposto para pagamento de bens e mercadorias a serem utilizados na realização de projetos de investimento nos parques tecnológicos e também no pagamento do ICMS relativo à importação de bens destinados ao seu ativo imobilizado. Com a entrada de Santos no sistema paulista de parques tecnológicos, o SPTec, já chegam a nove as iniciativas com credenciamento provisório no Estado. A Fundação de Tecnologia e Conhecimento de Santos será a entidade gestora do futuro Parque Tecnológico de Santos.

 


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