Lei
de Inovação
— O prazo para a publicação,
pelo Executivo paulista, do decreto
de regulamentação da
Lei de Inovação do Estado
expira dia 19 de setembro. Depois
da sanção da lei, em
19 de junho, um grupo de trabalho
foi formado para apresentar uma proposta
de regulamentação. O
grupo de trabalho, que tinha 60 dias
(até 19 de agosto) para apresentar
a proposta, já se reuniu duas
vezes. O texto em discussão
fixa a remuneração mínima
e máxima possível para
o pesquisador de universidade ou instituto
de pesquisa do Estado "que seja
criador", no caso de ganhos auferidos
da criação; institui
o Prêmio Governo do Estado —
Ciência e Tecnologia, que ainda
dependerá de decreto; e, como
já havia sido estabelecido
no decreto que criou o grupo de trabalho
para a regulamentação,
determina que universidades estaduais
e a Fundação de Amparo
à Pesquisa do Estado de São
Paulo (Fapesp) poderão editar
"regras específicas"
para a execução da Lei
de Inovação, que atendam
às "peculiaridades"
das instituições. O
objetivo desse artigo na regulamentação
será assegurar a preservação
da autonomia universitária.
Petrobras
— A estatal inaugurou
dia 21 de agosto o Centro de Excelência
em Tecnologia de Automação
Industrial (Cetai), localizado no
campus da Universidade de
São Paulo (USP) no bairro do
Butantã, na capital paulista.
O investimento inicial da empresa
foi de R$ 4 milhões. O objetivo
do centro, segundo a Petrobras, "é
favorecer atividades de pesquisa e
desenvolvimento, além do ensino
de tecnologias de automação
industrial, visando à produtividade,
qualidade e segurança dos processos"
nas refinarias da empresa. O centro
fica dentro da Escola Politécnica
(Poli) da USP. A Petrobras fornecerá
a infra-estrutura necessária
para as instalações
físicas, incluindo obras civis,
equipamentos computacionais e de comunicação.
A Poli será responsável
pela elaboração dos
projetos de pesquisa e desenvolvimento
individuais e pela coordenação
de projetos multiinstitucionais, por
meio do Laboratório de Simulação
e Controle de Processos (LSCP) do
Departamento de Engenharia Química.
Funcionários da Petrobras,
alunos e professores da Politécnica
utilizarão o centro para projetos
de pesquisa e treinamento em sistemas
de automação industrial
de interesse da empresa. Já
estão programados alguns projetos
patrocinados pelo Programa de Pesquisa
e Desenvolvimento em Otimização
e Confiabilidade (Prorec) do Centro
de Pesquisas da Petrobras (Cenpes).
Os temas a ser tratados nesses projetos
são controladores preditivos
robustos, avaliação
de controladores e simulação
de processos de refino, que contarão
com a participação de
professores da universidade e de engenheiros
da Petrobras.
P&D
em Etanol —
O número de instalações
para conversão de biomassa
em etanol está crescendo nos
Estados Unidos. No começo de
agosto, a AE Biofuels abriu uma unidade
demonstrativa em Butte, Estado de
Montana, capaz de produzir o biocombustível
usando matérias-primas tradicionais,
como amido de milho e açúcar
de cana, e também a partir
de celulose, pelo uso de capim, palha
de trigo, etc. A DuPont Danisco Cellulosic
Ethanol (DDCE), joint-venture
formada pelas empresas DuPont e Genencor
(que fabrica enzimas, naturais ou
biotecnológicas, e é
divisão da Danisco) e pela
Fundação de Pesquisa
da Universidade do Tennessee, está
construindo uma planta-piloto em Vonore,
Tennessee, para processar forragem
de milho e switchgrass, um
tipo de capim. Para transformar a
celulose dessas matérias-primas
em açúcares, a joint-venture
vai utilizar pré-tratamento
alcalino e enzimas; depois, um biocatalizador
patenteado por ela converterá
os açúcares em etanol.
O início da produção
está previsto para dezembro
de 2009. Outra empresa com planta-piloto
em construção é
a Poet. A unidade está sendo
erguida em Scotland, na Dakota do
Sul, e vai começar a produzir
etanol a partir de sabugo de milho
ainda este ano. Em 2009, a empresa
iniciará a construção
de uma unidade comercial em Emmetsburg,
Iowa. Parte do projeto será
financiada pelo Departamento de Energia
(DOE, na sigla em inglês) dos
Estados Unidos. Quando entrar em operação,
no fim de 2011, a unidade poderá
produzir 25 milhões de galões
(cerca de 94,6 milhões de litros)
de etanol por ano usando fibra e sabugo
de milho como matérias-primas.
Há outros projetos de construção
de plantas comerciais de etanol celulósico
no país — entre eles,
um da Mascoma Corporation, anunciado
em julho
de 2007. A planta da
Mascoma ficará no Estado de
Michigan e vai processar aparas de
madeira. Outra empresa, a BlueFire
Ethanol Fuels, planeja instalar uma
planta para transformar resíduos
orgânicos em etanol na cidade
de Lancaster, na Califórnia.
As obras serão parcialmente
financiadas pelo DOE. Depois que entrar
em operação —
a previsão é que isso
aconteça no fim de 2009 —,
a unidade da BlueFire vai utilizar
ácido concentrado para "quebrar"
os açúcares das matérias-primas.
A lignina, um dos componentes dos
vegetais, será separada e usada
para produção de eletricidade
e vapor. Por fim, a Fulcrum BioEnergy
pretende começar a erguer sua
planta de gaseificação
em Reno, Nevada, até o fim
deste ano. Nela, resíduos municipais
sólidos serão transformados
em gás e, depois, o gás
será convertido em etanol.
A unidade deve começar a funcionar
no princípio de 2010.
Transferência
— O Departamento de
Energia (DOE, na sigla em inglês)
dos Estados Unidos anunciou dia 29
de agosto que vai destinar US$ 7 milhões
para ajudar os sete laboratórios
nacionais que controla (de Argonne,
Lawrence Berkeley, Lawrence Livermore,
de Los Alamos, de Oak Ridge, do Noroeste
do Pacífico e Sandia) a transferir
tecnologias de energia limpa e de
eficiência energética
para o mercado. "Nossos laboratórios
nacionais são responsáveis
por incríveis inovações,
de novas tecnologias de eficiência
e biocombustíveis a energia
solar", afirmou John Mizroch,
do Escritório de Eficiência
Energética e Energia Renovável
do DOE. "É absolutamente
crucial mover tecnologias de energia
limpa para o mercado em taxa e escala
proporcionais à magnitude do
problema — nosso bem-estar ambiental,
segurança nacional e competitividade
econômica estão esperando
por isso", completou. Os laboratórios
Lawrence Berkeley, da Califórnia;
de Oak Ridge, do Tennessee; e do Noroeste
do Pacífico, de Washington,
vão receber as maiores verbas:
US$ 1,5 milhão cada um. A menor,
de US$ 500 mil, irá para o
Laboratório Nacional Lawrence
Livermore, também da Califórnia.
O dinheiro não poderá
financiar pesquisa e desenvolvimento
de tecnologias. Ele só deverá
ser aplicado em atividades como desenvolvimento
de protótipos e realização
de pesquisas de mercado referentes
a tecnologias que já se encontrem
no estágio pós-pesquisa.
Roche
— Os nomes dos quatro
doutores brasileiros que farão
programa de pós-doutorado na
sede da indústria farmacêutica,
na Suíça, ainda não
foram divulgados. A data para o anúncio
dos nomes foi adiada por um mês,
para 30 de setembro. Os candidatos
ao Programa Roche de Treinamento em
Tecnologias Genômicas Aplicadas
à Pesquisa de Medicamentos
Inovadores, parceria da Roche com
o Ministério da Saúde,
foram 61, das áreas de genética,
genômica, proteômica,
bioquímica de proteínas
e disciplinas associadas, como genética
estatística avançada.
Os selecionados vão receber
bolsas que incluem gastos com transporte,
hospedagem e seguro saúde,
além de um valor mensal de
2,5 mil francos suíços
(aproximadamente US$ 2,25 mil), oferecidas
pela empresa. A escolha está
sendo feita por um comitê de
pesquisadores da empresa, que vão
orientar o trabalho dos pós-doutores.
GM
— A empresa está
revendo todo o seu portfolio
de produtos nos Estados Unidos e vai
priorizar a produção
de veículos menores, revelou
Jaime Ardila, presidente da GM do
Brasil e responsável pelas
operações da empresa
na Argentina, Paraguai, Chile, Bolívia
e Peru, durante palestra no simpósio
"Tendências e Inovação
no Setor Automotivo — O Desafio
da Concorrência Global",
promovido dia 1º de setembro
pela SAE, em São Paulo. Segundo
ele, a GM venderá 2 milhões
de unidades de pick-ups e
utilitários a menos em 2008,
comparado às vendas de 2007.
A companhia pretende migrar para os
modelos menores, chamados de veículos
leves ou compactos, que já
predominam, por exemplo, no mercado
brasileiro. "A GM vai mudar toda
a sua estrutura produtiva para fabricar
carros de passeio. Os anos de 2008
e 2009 estão sendo muito difíceis
para a companhia nos EUA, mas em 2010
teremos uma linha completa de novos
produtos", destacou. A GM tem
um centro de desenvolvimento de produtos
no Brasil, mas Ardila não disse
se a expertise existente
aqui em projeto e produção
de veículos leves poderá
ser exportada para os EUA. O Brasil
é o terceiro maior mercado
da GM; o primeiro é o norte-americano
e o segundo, o chinês. A empresa
prepara-se para ampliar a produção
na América do Sul. Suas três
fábricas no Brasil e a planta
da Argentina produzem 800 mil unidades
hoje. Passarão para 1 milhão
em 2012. Ardila acredita que o Brasil
será o quinto país em
produção de veículos
em 2010; hoje, é o sétimo.
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