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Boletim dedicado à Inovação Tecnológica
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CURTÍSSIMAS

Atualizada em 8 de setembro 2008

Lei de InovaçãoO prazo para a publicação, pelo Executivo paulista, do decreto de regulamentação da Lei de Inovação do Estado expira dia 19 de setembro. Depois da sanção da lei, em 19 de junho, um grupo de trabalho foi formado para apresentar uma proposta de regulamentação. O grupo de trabalho, que tinha 60 dias (até 19 de agosto) para apresentar a proposta, já se reuniu duas vezes. O texto em discussão fixa a remuneração mínima e máxima possível para o pesquisador de universidade ou instituto de pesquisa do Estado "que seja criador", no caso de ganhos auferidos da criação; institui o Prêmio Governo do Estado — Ciência e Tecnologia, que ainda dependerá de decreto; e, como já havia sido estabelecido no decreto que criou o grupo de trabalho para a regulamentação, determina que universidades estaduais e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) poderão editar "regras específicas" para a execução da Lei de Inovação, que atendam às "peculiaridades" das instituições. O objetivo desse artigo na regulamentação será assegurar a preservação da autonomia universitária.

PetrobrasA estatal inaugurou dia 21 de agosto o Centro de Excelência em Tecnologia de Automação Industrial (Cetai), localizado no campus da Universidade de São Paulo (USP) no bairro do Butantã, na capital paulista. O investimento inicial da empresa foi de R$ 4 milhões. O objetivo do centro, segundo a Petrobras, "é favorecer atividades de pesquisa e desenvolvimento, além do ensino de tecnologias de automação industrial, visando à produtividade, qualidade e segurança dos processos" nas refinarias da empresa. O centro fica dentro da Escola Politécnica (Poli) da USP. A Petrobras fornecerá a infra-estrutura necessária para as instalações físicas, incluindo obras civis, equipamentos computacionais e de comunicação. A Poli será responsável pela elaboração dos projetos de pesquisa e desenvolvimento individuais e pela coordenação de projetos multiinstitucionais, por meio do Laboratório de Simulação e Controle de Processos (LSCP) do Departamento de Engenharia Química. Funcionários da Petrobras, alunos e professores da Politécnica utilizarão o centro para projetos de pesquisa e treinamento em sistemas de automação industrial de interesse da empresa. Já estão programados alguns projetos patrocinados pelo Programa de Pesquisa e Desenvolvimento em Otimização e Confiabilidade (Prorec) do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes). Os temas a ser tratados nesses projetos são controladores preditivos robustos, avaliação de controladores e simulação de processos de refino, que contarão com a participação de professores da universidade e de engenheiros da Petrobras.

P&D em Etanol O número de instalações para conversão de biomassa em etanol está crescendo nos Estados Unidos. No começo de agosto, a AE Biofuels abriu uma unidade demonstrativa em Butte, Estado de Montana, capaz de produzir o biocombustível usando matérias-primas tradicionais, como amido de milho e açúcar de cana, e também a partir de celulose, pelo uso de capim, palha de trigo, etc. A DuPont Danisco Cellulosic Ethanol (DDCE), joint-venture formada pelas empresas DuPont e Genencor (que fabrica enzimas, naturais ou biotecnológicas, e é divisão da Danisco) e pela Fundação de Pesquisa da Universidade do Tennessee, está construindo uma planta-piloto em Vonore, Tennessee, para processar forragem de milho e switchgrass, um tipo de capim. Para transformar a celulose dessas matérias-primas em açúcares, a joint-venture vai utilizar pré-tratamento alcalino e enzimas; depois, um biocatalizador patenteado por ela converterá os açúcares em etanol. O início da produção está previsto para dezembro de 2009. Outra empresa com planta-piloto em construção é a Poet. A unidade está sendo erguida em Scotland, na Dakota do Sul, e vai começar a produzir etanol a partir de sabugo de milho ainda este ano. Em 2009, a empresa iniciará a construção de uma unidade comercial em Emmetsburg, Iowa. Parte do projeto será financiada pelo Departamento de Energia (DOE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos. Quando entrar em operação, no fim de 2011, a unidade poderá produzir 25 milhões de galões (cerca de 94,6 milhões de litros) de etanol por ano usando fibra e sabugo de milho como matérias-primas. Há outros projetos de construção de plantas comerciais de etanol celulósico no país — entre eles, um da Mascoma Corporation, anunciado em julho de 2007. A planta da Mascoma ficará no Estado de Michigan e vai processar aparas de madeira. Outra empresa, a BlueFire Ethanol Fuels, planeja instalar uma planta para transformar resíduos orgânicos em etanol na cidade de Lancaster, na Califórnia. As obras serão parcialmente financiadas pelo DOE. Depois que entrar em operação — a previsão é que isso aconteça no fim de 2009 —, a unidade da BlueFire vai utilizar ácido concentrado para "quebrar" os açúcares das matérias-primas. A lignina, um dos componentes dos vegetais, será separada e usada para produção de eletricidade e vapor. Por fim, a Fulcrum BioEnergy pretende começar a erguer sua planta de gaseificação em Reno, Nevada, até o fim deste ano. Nela, resíduos municipais sólidos serão transformados em gás e, depois, o gás será convertido em etanol. A unidade deve começar a funcionar no princípio de 2010.

TransferênciaO Departamento de Energia (DOE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos anunciou dia 29 de agosto que vai destinar US$ 7 milhões para ajudar os sete laboratórios nacionais que controla (de Argonne, Lawrence Berkeley, Lawrence Livermore, de Los Alamos, de Oak Ridge, do Noroeste do Pacífico e Sandia) a transferir tecnologias de energia limpa e de eficiência energética para o mercado. "Nossos laboratórios nacionais são responsáveis por incríveis inovações, de novas tecnologias de eficiência e biocombustíveis a energia solar", afirmou John Mizroch, do Escritório de Eficiência Energética e Energia Renovável do DOE. "É absolutamente crucial mover tecnologias de energia limpa para o mercado em taxa e escala proporcionais à magnitude do problema — nosso bem-estar ambiental, segurança nacional e competitividade econômica estão esperando por isso", completou. Os laboratórios Lawrence Berkeley, da Califórnia; de Oak Ridge, do Tennessee; e do Noroeste do Pacífico, de Washington, vão receber as maiores verbas: US$ 1,5 milhão cada um. A menor, de US$ 500 mil, irá para o Laboratório Nacional Lawrence Livermore, também da Califórnia. O dinheiro não poderá financiar pesquisa e desenvolvimento de tecnologias. Ele só deverá ser aplicado em atividades como desenvolvimento de protótipos e realização de pesquisas de mercado referentes a tecnologias que já se encontrem no estágio pós-pesquisa.

Roche Os nomes dos quatro doutores brasileiros que farão programa de pós-doutorado na sede da indústria farmacêutica, na Suíça, ainda não foram divulgados. A data para o anúncio dos nomes foi adiada por um mês, para 30 de setembro. Os candidatos ao Programa Roche de Treinamento em Tecnologias Genômicas Aplicadas à Pesquisa de Medicamentos Inovadores, parceria da Roche com o Ministério da Saúde, foram 61, das áreas de genética, genômica, proteômica, bioquímica de proteínas e disciplinas associadas, como genética estatística avançada. Os selecionados vão receber bolsas que incluem gastos com transporte, hospedagem e seguro saúde, além de um valor mensal de 2,5 mil francos suíços (aproximadamente US$ 2,25 mil), oferecidas pela empresa. A escolha está sendo feita por um comitê de pesquisadores da empresa, que vão orientar o trabalho dos pós-doutores.

GM A empresa está revendo todo o seu portfolio de produtos nos Estados Unidos e vai priorizar a produção de veículos menores, revelou Jaime Ardila, presidente da GM do Brasil e responsável pelas operações da empresa na Argentina, Paraguai, Chile, Bolívia e Peru, durante palestra no simpósio "Tendências e Inovação no Setor Automotivo — O Desafio da Concorrência Global", promovido dia 1º de setembro pela SAE, em São Paulo. Segundo ele, a GM venderá 2 milhões de unidades de pick-ups e utilitários a menos em 2008, comparado às vendas de 2007. A companhia pretende migrar para os modelos menores, chamados de veículos leves ou compactos, que já predominam, por exemplo, no mercado brasileiro. "A GM vai mudar toda a sua estrutura produtiva para fabricar carros de passeio. Os anos de 2008 e 2009 estão sendo muito difíceis para a companhia nos EUA, mas em 2010 teremos uma linha completa de novos produtos", destacou. A GM tem um centro de desenvolvimento de produtos no Brasil, mas Ardila não disse se a expertise existente aqui em projeto e produção de veículos leves poderá ser exportada para os EUA. O Brasil é o terceiro maior mercado da GM; o primeiro é o norte-americano e o segundo, o chinês. A empresa prepara-se para ampliar a produção na América do Sul. Suas três fábricas no Brasil e a planta da Argentina produzem 800 mil unidades hoje. Passarão para 1 milhão em 2012. Ardila acredita que o Brasil será o quinto país em produção de veículos em 2010; hoje, é o sétimo.

 

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