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..Publicada em 30 de julho 2007

Subvenção — O Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) está concluindo uma avaliação do primeiro edital do programa Subvenção Econômica, realizada a pedido do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Dela devem sair recomendações de aprimoramento a ser incorporadas no novo edital, informou a Inovação o presidente da Finep, Luis Manuel Rebelo Fernandes. Daí a razão pela qual a financiadora não lançou o novo edital no mês de julho, conforme pretendia o presidente. "A idéia é fazermos um seminário para divulgar os resultados do estudo do CGEE e então lançarmos o novo edital. Seria uma oportunidade para explicarmos para a sociedade o que foi alterado e justificar essas mudanças", contou Fernandes a Inovação. Esse estudo também deverá trazer um perfil completo da demanda dos recursos da subvenção, mostrando quanto foi aplicado em cada empresa, quanto foi destinado por setores econômicos, qual o porte das empresas, localização geográfica, entre outros dados. Para o estudo, o CGEE ouviu cerca de 500 empresas participantes do primeiro edital, entre aprovadas e reprovadas. "Os dados reforçam a certeza da importância desse novo mecanismo de fomento à inovação e ao desenvolvimento tecnológico das empresas", destacou Fernandes.

Conselho de C&T Está marcada a reunião do Conselho de Ciência e Tecnologia (CCT), a primeira com a nova composição divulgada em maio. A data da reunião depende sempre da agenda do presidente da República, que preside o CCT. Na pauta está a apresentação do Plano de Ações que o ministério vem preparando desde que Sergio Rezende foi confirmado, no final de março, e dos resultados (muito positivos, adianta quem já os conhece) da avaliação do edital do programa Subvenção Econômica que o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) organizou (e realizou junto com o Instituto Gênesis, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro — PUC-Rio). O plano e a avaliação estão praticamente finalizados; mas a divulgação será feita, em primeira mão, aos conselheiros e ao presidente Lula.

Samsung A gigante coreana conseguiu no último dia 28 a aprovação do governo federal para utilizar os benefícios fiscais da Lei de Informática (11.077/2004). Com isso, a empresa poderá começar a produzir monitores na planta que possui em Campinas, no interior de São Paulo, Estado que concede uma série de incentivos para as firmas enquadradas nessa lei. Como contrapartida, a empresa precisará investir em pesquisa e desenvolvimento no Brasil. Essa é a exigência da Lei de Informática, que concede incentivo fiscal às empresas que estão fora da Zona Franca de Manaus mediante um desconto no recolhimento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) referente ao produto a ser fabricado no Brasil. Em troca, 5% do faturamento que a empresa obtiver com os produtos incentivados, aqueles beneficiados pela lei, devem ser investidos em atividades de pesquisa e desenvolvimento no Brasil. Além do incentivo da Lei de Informática, São Paulo se tornou mais atraente para as empresas do setor porque o governo estadual elevou de 12% para 18% a alíquota de ICMS para monitores provenientes da Zona Franca de Manaus (uma resolução publicada pela Secretaria da Fazenda do Estado em julho adiou o início da cobrança para outubro). Por enquanto, a LG Eletronics, principal concorrente da Samsung — juntas, as duas detêm 70% do mercado brasileiro de monitores —, é a única a fabricar esse tipo de produto no Estado. Mas ela deverá ter novas "vizinhas" em breve: a Microtécnica Informática e a Flextronics também foram autorizadas a usufruir dos benefícios da lei federal. A Flextronics, dona de fábricas em São Paulo e no Amazonas, vai iniciar a produção de monitores no Brasil — os aparelhos sairão sem marca e serão destinados a outras grandes empresas. Já a chinesa AOC continuará operando somente em Manaus. A notícia saiu no dia 27 no Valor Econômico.

Etanol de madeira Georgia e Michigan estão concorrendo para sediar a primeira planta comercial dos Estados Unidos de produção de etanol a partir de madeira. No começo de julho, o governo da Georgia autorizou a Range Fuels a instalar no Estado uma unidade com capacidade para produzir aproximadamente 75,7 milhões de litros de combustível por ano. A tecnologia a ser empregada terá duas etapas: gaseificação de resíduos de madeira e conversão do gás resultante em etanol. A companhia planeja começar nos próximos dois meses a construção da primeira fase do empreendimento, previsto para entrar em operação no ano que vem. Michigan, por sua vez, receberá uma planta da Mascoma Corporation. O projeto foi anunciado no dia 19 de julho pela governadora do Estado, Jennifer Granholm. Para chegar ao etanol, a empresa utilizará o processo de hidrólise para quebrar a matéria-prima (pedaços de madeira e produtos não alimentícios da agricultura) em açúcares, que serão então fermentados. O cronograma de instalação ainda não foi definido, mas a governadora quer que a unidade seja a primeira a fazer etanol proveniente de madeira no país. A planta pioneira no mundo fica em Osaka, no Japão, pertence à Verenium Corporation e tem capacidade para gerar pouco mais de 1,4 milhão de litros de combustível por ano. A Verenium está licenciando uma tecnologia de fermentação desenvolvida na Universidade da Flórida para usar na unidade japonesa, que iniciou suas operações recentemente. A empresa também possui uma planta-piloto nos Estados Unidos, na Louisiana; adjacente a ela, está construindo outra, de demonstração, que produzirá quase 3,8 milhões de litros por ano. Já as companhias Citrus Energy e FPL Energy planejam utilizar cascas de citros como fonte para a obtenção de etanol. Elas instalarão uma planta comercial capaz de produzir cerca de 15 milhões de litros por ano no terreno de um processador de citros da Flórida.  

Tempo no INPE O novo cluster adquirido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) no final de 2006, com 1,1 mil processadores, começa a funcionar em agosto no Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), em Cachoeira Paulista, interior de São Paulo. O equipamento da Sun Microsystems, adquirido por intermédio da NEC Corporation, custou US$ 2,4 milhões. O cluster será empregado em pesquisa na área de previsão de tempo e clima. "A experiência com a nova máquina vai representar uma etapa de transição para a aquisição do próximo supercomputador do INPE", diz Maria Assunção Faus Silva Dias, coordenadora do CPTEC. A atualização dos supercomputadores para a previsão de tempo e clima vem sendo feita em média a cada quatro anos. A especificação do equipamento acompanha a tendência das melhores máquinas em uso no mundo, segundo José Paulo Bonatti, pesquisador e chefe da Divisão de Modelagem e Desenvolvimento (DMD) do CPTEC, responsável pelo projeto do cluster. O novo sistema computacional do CPTEC/INPE foi adquirido com recursos do Projeto de Tecnologia da Informação para Meteorologia (PROTIM), do governo federal. A performance do novo cluster é de 4,5 teraflops por segundo — um teraflop equivale a um trilhão de cálculos por segundo. A nova máquina exigirá um grande esforço de desenvolvimento de software. "O foco será o desenvolvimento dos mesmos programas operacionais de previsão de tempo e clima e de assimilação de dados que rodam hoje no SX-6", acrescenta Bonatti.

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