O Ministério da Saúde e a farmacêutica inglesa GlaxoSmithKline (GSK) firmaram uma parceria para o desenvolvimento produtivo (PDP) para a produção da vacina contra a catapora no país, informa o jornal Valor Econômico, que caracteriza a parceria como mais uma iniciativa para estimular a produção nacional de medicamentos e reduzir o déficit da balança comercial do setor da saúde.
O acordo, informa o jornal, vai permitir a inclusão da vacina tetraviral no Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Sistema Único de Saúde (SUS) a partir do próximo ano. Atualmente, o SUS já oferta a vacina tríplice viral - contra sarampo, caxumba e rubéola.
A partir da produção nacional da vacina contra catapora, será possível incluí-la no calendário, por meio da combinação tetraviral. Por meio dessa parceria de transferência de tecnologia, o Brasil vai começar a produzir a vacina no laboratório público de Biomanguinhos/Fiocruz, no Rio de Janeiro.
Esta é a sétima parceria entre o governo federal e a empresa britânica. Juntos, a inglesa e o laboratório nacional já produzem desde 1980 a vacina oral trivalente para a poliomielite; a Haemophilus influenzae tipo b (Hib), desde 1999; a tríplice viral (combinação de sarampo, caxumba e rubéola), desde 2003; a rotavírus, desde 2007, e a pneumocócica conjugada, que protege contra a pneumonia e meningite causada por pneumococo, desde 2010. Neste momento, os dois laboratórios trabalham em pesquisas no combate à dengue.
O governo federal vai investir R$ 127,3 milhões na compra de 4,5 milhões de doses da vacina tetraviral por ano, que será distribuída pelo SUS.