O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) pretende elevar a carteira do Profarma, programa de apoio ao desenvolvimento do complexo industrial da saúde, a R$ 5 bilhões, informa reportagem publicada em 10 de maio pelo jornal Valor Econômico.
De acordo com o jornal, os recursos estarão disponíveis a partir de julho deste ano e até 2016, para financiar projetos de inovação e expansão das indústrias farmacêuticas instaladas no Brasil. O montante estão inclui futuros negócios envolvendo o braço de participações do BNDES, o BNDESPar.
Esta é a segunda reestruturação do Profarma, criado em 2004. Em sua nova conformação, o programa terá um perfil voltado para projetos de inovação, com forte apoio do governo federal, que busca o desenvolvimento de medicamentos complexos no país.
O Valor apurou que há pelo menos três grandes projetos que vão se beneficiar dos recursos do banco, como as duas "superfarmacêuticas" nacionais que estão sendo criadas e que podem ter o BNDESPar como sócio.
Anunciada em abril como o primeiro laboratório nacional que investirá na produção de medicamentos biológicos e biossimilares, a BioNovis (inicialmente chamada de BioBrasil), cujos acionistas são as farmacêuticas Aché, EMS, Hypermarcas e União Química, está em discussão de como será o modelo de financiamento da companhia.
Ainda em estágio menos avançado, o outro "superlaboratório", cujos sócios são as nacionais Eurofarma, Cristália, Biolab e Libbs, também vai recorrer ao banco para colocar seu projeto em andamento.
E a multinacional suíça Novartis deverá tirar do papel este ano o projeto de construção de sua fábrica de vacinas no país, em Pernambuco, orçado em US$ 500 milhões.