Bug Agentes Biológicos
Empresa
que surgiu dentro da USP conquista os mercados
interno
e externo com vespinhas e traças para controle
biológico de pragas
Evanildo
da Silveira
Já
são vários imóveis
distribuídos pelo Estado de São
Paulo, de aparência bem comum. Nem
se sabe que em dois deles, num bairro
residencial de Piracicaba, 129 mil larvas
da mariposa Diatraea saccharalis são
condenadas à morte todos os dias.
Uma a uma, elas são expostas, sem
dó, à sua maior inimiga
natural — a vespinha Cotesia
flavipes — por 72 funcionárias
da Bug Agentes Biológicos, empresa
especializada em produzir insetos para
combater pragas em lavouras de cana-de-açúcar,
milho, tomate e outras culturas.
Conhecidas
como broca-da-cana-de-açúcar,
as larvas da D. saccharalis são
responsáveis pela podridão
vermelha, doença que atinge os
canaviais e traz grandes prejuízos
aos produtores de açúcar
e álcool. Ao expô-las à
C. flavipes, a Bug consegue obter
milhares de novas vespinhas, que são
então vendidas aos plantadores
de cana.
Em outras
duas unidades, uma na zona rural de Piracicaba
e outra em Saltinho, a empresa produz
diariamente, por método semelhante,
dez quilos de ovos da traça Anagasta
kuehniella. Por quilo desses ovos
obtêm-se 360 milhões de vespinhas
Trichogramma spp, outra inimiga
das pragas que atacam plantações
de diversas culturas: elas combatem a
própria broca-da-cana, a lagarta-do-cartucho
ou a lagarta-da-espiga. Trinta por cento
dessa produção é
exportada para sete países da Europa:
Suíça, Espanha, França,
Dinamarca, Grã-Bretanha, Itália
e Bélgica. Com 120 funcionários
ao todo, a Bug faturou R$ 1,5 milhões
em 2007.
O
começo
A Bug
nasceu em 1999, em Piracicaba, dentro
da Escola Superior de Agricultura Luiz
de Queiroz (Esalq), da Universidade de
São Paulo (USP). A iniciativa de
criá-la foi dos engenheiros agrônomos
Danilo Scacalossi Pedrazzoli e Diogo Rodrigues
Carvalho, na época alunos de mestrado
sob orientação do professor
José Roberto Postali Parra. A empresa
recebeu o nome de CP2 Ltda-ME, de Carvalho
e Pedrazzoli, que é razão
social da Bug. "Escolhemos o nome
fantasia Bug porque essa palavra em inglês
significa inseto", conta Carvalho.
"Também porque era um nome
mundialmente conhecido na época,
por causa do famoso 'bug do milênio',
que atingiria todos os computadores do
planeta. Outra razão foi para nos
diferenciar das empresas 'bio' do Brasil,
como Biocontrole, Biocontrol, Biocana,
Bioagri, Bioagro, Bioresult; e do exterior,
como Biocont! rol, Biotop, Bio Bee."
A empresa
surgiu para aproveitar uma oportunidade
de negócio gerada por um trabalho
da Esalq em parceria com o Fundo de Defesa
da Citricultura (Fundecitrus), que é
uma associação de citricultores
e indústrias processadoras de frutas
cítricas, a Cooperativa dos Cafeicultores
e Citricultores de São Paulo (Coopercitrus)
e a Universidade da Califórnia
em Davis (UCDavis), dos Estados Unidos.
Durante a pesquisa, essas instituições
conseguiram sintetizar o feromônio
(uma substância química que
os insetos liberam para se comunicar ou
para a fêmea atrair o macho) do
bicho-furão-dos-citros (Ecdytolopha
aurantiana), praga cuja lagarta ataca
os frutos de plantas cítricas,
como os laranjais.
Quando
uma empresa do Japão industrializou
o produto em forma de pastilha, os dois
agrônomos enxergaram uma chance
de ganhar dinheiro e fundaram a Bug. O
primeiro objetivo da empresa foi produzir
armadilhas para o bicho-furão-dos-citros
usando as pastilhas japonesas como isca.
Essas armadilhas são pequenas caixas
vazadas — como se fossem tubos,
só que no formato triangular —
com as paredes internas untadas de cola,
onde o inseto fica grudado. Várias
dessas armadilhas são espalhadas
pela plantação, cada uma
com uma pastilha em seu interior. "Mas
elas não servem para controlar
a praga", explica Carvalho. "Sua
função é apenas monitorar
o nível de infestação
do bicho-furão-dos-citros. Se o
número médio de insetos
por armadilha chega a oito, o produtor
sabe que está na hora de usar!
inseticida. Esse método racionaliza
o uso do veneno."
O
PIPE
Em 2001,
os dois sócios resolveram ampliar
a atuação da empresa e solicitaram
um financiamento ao PIPE — o programa
da Fundação de Amparo à
Pesquisa do Estado de São Paulo
(Fapesp) que apóia as pequenas
inovadoras. O projeto "Criação
massal e comercialização
de Trichogramma spp e Cotesia
flavipes para o controle de pragas
agrícolas" foi aprovado para
a Fase I do programa, desenvolvida durante
o primeiro semestre de 2001. Os R$ 72.147,44
liberados pela Fapesp foram fundamentais
para a Bug se firmar. "Com
esse dinheiro compramos equipamentos permanentes,
como estufa, câmara climatizada,
autoclaves, geladeira, frízer e
liquidificador industrial", conta
Carvalho. "Além disso, serviu
para que adquiríssemos material
de consumo para seis meses, como dieta
para as lagartas ! e frasquinhos."
Demonstrada
a viabilidade econômica do projeto
durante a Fase I, a empresa solicitou
financiamento para a Fase II. De novo
o pedido foi aprovado, dessa vez no valor
de R$ 243.951,01. Essa fase durou dois
anos, entre o segundo semestre de 2001
e o primeiro de 2003, e objetivou colocar
o produto no mercado. "Na verdade,
já vendíamos as Cotesias
e Trichogrammas, mas queríamos
expandir o negócio", diz Carvalho.
Depois, a empresa recebeu ainda financiamento
da Fase III do PIPE, no valor de R$ 468.674,60.
Essa fase também durou dois anos,
entre 2004 e 2005. O dinheiro serviu para
aumentar a produção e expandir
a empresa.
Em agosto
de 2006, a Bug pediu financiamento para
um segundo projeto, intitulado "Criação
massal e comercialização
dos parasitóides de ovos Trissolcus
basalis e Telenomus podisi
para o controle de percevejos da soja".
Aprovado no início de 2007 diretamente
para a Fase II do programa, o projeto
deverá estender-se até o
final de 2008. A Fapesp liberou R$ 399.660,00,
dinheiro que está sendo utilizado
para pesquisa e aumento de escala na produção
desses inimigos naturais dos percevejos
da soja. "Ainda não produzimos
esses parasitóides comercialmente",
diz Pedrazzoli. "Estamos acabando
de adaptar a tecnologia que desenvolvemos
em escala laboratorial para um processo
industrial."
Estratégia
de sucesso
A Bug
repete assim a estratégia de sucesso
que a transformou em uma das maiores produtoras
brasileiras de insetos para controle biológico
de pragas. Para chegar a essa posição,
a empresa não precisou inventar
nenhuma tecnologia — apenas se aproveitou
de um conhecimento milenar. Apesar de
só agora estar ganhando importância
no Brasil, o controle biológico
de pragas é mais antigo do que
se imagina. Esse método era conhecido
dos chineses, que já usavam formigas
para controlar pragas de citros no século
III a.C.
Na Idade
Moderna, o uso de inimigos naturais teve
seu marco em 1888, quando os norte-americanos
adotaram a joaninha-australiana (Rodolia
cardinalis) para combater o pulgão-branco-dos-citros
(Icerya purchasi). "Foi
o primeiro grande sucesso do controle
biológico, que se tornou um exemplo
clássico na literatura sobre o
assunto", diz o engenheiro agrônomo
Wilson Carlos Pazini, da Faculdade de
Ciências Agrárias do campus
de Jaboticabal da Universidade Estadual
Paulista (Unesp). "Dois anos após
a liberação da joaninha,
o pulgão estava controlado."
No caso da Bug, o que a empresa fez foi
aperfeiçoar técnicas e equipamentos
de criação e a dieta para
os insetos. "No geral geramos apenas
processos produtivos, que são de
uso interno e por isso não precisam
ser patenteados, pois não v! ão
ser comercializados", explica Pedrazzoli.
Um dos
insetos que a Bug produz, a Cotesia
flavipes, é originário
de Trinidad e Tobago e foi introduzido
no Brasil na década de 70 do século
passado. Desde então, vem combatendo
com sucesso seu inimigo natural, a broca-da-cana.
Até a década de 1980, o
prejuízo causado por essa lagarta
aos produtores de açúcar
e álcool chegava a US$ 100 milhões
por ano só em São Paulo.
"Com a introdução e
liberação da Cotesia
flavipes no Estado, a intensidade
de infestação da broca-da-cana,
que era de 8% a 10%, passou para 2%",
diz Pazini, da Unesp. "Isso resultou
numa economia aproximada de US$ 80 milhões
por ano, com a redução das
perdas anuais de US$ 100 milhões
para US$ 20 milhões."
O principal
motivo desse prejuízo é
a podridão vermelha. A lagarta
em si não origina a doença,
mas, ao furar o caule da cana para se
alojar em seu interior e completar seu
ciclo de vida, ou seja, transformar-se
em mariposa, ela abre caminho para os
fungos, os verdadeiros causadores da podridão
vermelha. Essa doença provoca alterações
químicas na planta, o que reduz
a produção de açúcar
e álcool. "Para uma produtividade
de 80 toneladas de cana-de-açúcar
por hectare, as perdas para cada 1% de
infestação da broca são
de 616 quilos de cana, 28 quilos de açúcar
e 16 litros de álcool", informa
Mauro Sampaio Benedini, gerente regional
de produtos do Centro de Tecnologia Canavieira
(CTC), associação civil
de direito privado, sem fins lucrativos,
voltada ao desenvo! lvimento tecnológico
dos setores de cana, açúcar,
álcool e bioenergia.
Por isso,
afirma Bendini, o setor já se conscientizou
de que o controle racional das pragas
por meio de insetos ajuda a reduzir os
custos de produção. Enquanto
o combate às pragas dos canaviais
com o uso de inseticida custa R$ 45 por
hectare, o controle por meio da Cotesia
flavipes custa R$ 15 e por meio
da Trichogramma spp, R$ 36. Levando-se
em conta que no Brasil
são cultivados 5 milhões
de hectares com uma produção
de 387 milhões de toneladas de
cana-de-açúcar, a economia
é considerável.
Mas as
vantagens do controle biológico
não estão apenas no menor
custo. Em geral, os produtos químicos
diminuem a infestação de
pragas rapidamente só no início.
É um controle emergencial, indicado
para quando há níveis alarmantes
de pragas ou para quando se quer um rápido
extermínio delas. O problema é
que os inseticidas provocam desequilíbrios
ambientais, pois matam tanto a praga como
seu inimigo natural. Após algum
tempo, o inseto daninho volta em quantidade
suficiente para afetar a plantação
— e sem a presença de seu
inimigo. O controle biológico,
ao contrário, mantém a praga
em nível de equilíbrio,
sem causar danos.
Linhas
de produção
As diversas
unidades da Bug funcionam como fábricas
de insetos, com verdadeiras linhas de
produção. A de Piracicaba
produz a Cotesia flavipes, que
é a agente do bem, e a praga, que
é a broca-da-cana. As outras duas
unidades produzem a vespinha Trichogramma.
Além disso, graças ao PIPE,
a empresa mantém uma parceria com
a Esalq, o que lhe permite realizar pesquisas
e controle de qualidade da produção
dos insetos nos laboratórios da
escola.
A fábrica
de Cotesias ocupa dois prédios
de 800 metros quadrados cada. Tudo começa
na Sala de Adultos, com temperatura de
22 °C, onde pupas da mariposa Diatraea
saccharalis prestes a se tornar adultas
são colocadas em várias
gaiolas. De quatro a sete dias depois,
os insetos adultos —uma mariposa
de cor amarela-palha e hábitos
noturnos — são retirados
das gaiolas, juntados em casais e colocados
em tubos de PVC de 20 centímetros
de altura por 10 centímetros de
diâmetro, forrados com um papel
tipo cartolina. Cada tubo recebe de 30
a 50 casais, dependendo da época
do ano. Em quatro dias, cada fêmea
é capaz de colocar até 450
ovos.
Depois
desses quatro dias, o papel é retirado
e recortado em pedacinhos que contêm
em média 250 ovos — mais
ou menos o equivalente à postura
de uma fêmea. Cada pedacinho vai
para um tubo ou frasco de vidro desenvolvido
pela própria empresa (no caso tubo,
vão apenas 25 ovos), onde há
uma dieta especial para as lagartas que
eclodirão dos ovos, à base
de proteína de soja, germe de trigo,
açúcar e vitaminas. Esses
frascos e tubos — centenas deles
— são armazenados, em prateleiras
semelhantes às de uma adega, na
Sala de Desenvolvimento, onde a temperatura
é de 30 ºC e a umidade relativa
do ar fica em torno de 80%. Depois de
eclodirem, 5% das lagartas são
retiradas dos vidros no 15° dia. São
as felizardas que completarão seu
ciclo de vida, para virarem matrizes e
darem continuidade à ! criação.
As demais lagartas permanecem nos vidros
por 30 dias, de onde saem, com cerca de
um centímetro de comprimento, para
ser parasitadas pela vespinha Cotesia.
As mãos
hábeis das funcionárias
treinadas retiram as lagartas dos vidros
e as encostam em um minúsculo furinho
no centro de pequenos frascos transparentes,
semelhantes a embalagens de pastilhas.
Em cada um desses frascos, cerca de 50
vespinhas voam agitadas. Quando entram
em contato com as lagartas por meio do
furinho, as vespinhas depositam seus ovos
dentro delas. Dizendo assim, parece um
processo demorado. No entanto, a Cotesia
só precisa de uma fração
de segundo para chegar até o furinho
e introduzir seu ovopositor na lagarta,
deixando dentro dela cerca de 50 ovos.
É tão rápido que
cada funcionária consegue expor
de 3 mil a 5 mil lagartas por dia.
Depois
disso, as brocas-da-cana vão para
a Sala de Massa, onde a temperatura é
de 25 ºC. Lá, ficam em placas
de acrílico dentro de pequenos
frascos achatados e transparentes. Nas
placas há uma dieta de realimentação,
que sustenta as lagartas enquanto os ovos
das vespinhas se desenvolvem dentro delas
até eclodir. Quando isso acontece,
as pequenas larvas comem por dentro sua
hospedeira. Dez ou 11 dias após
o parasitismo, as larvas saem da lagarta
já morta e se juntam numa massa
de pupas, formando pequenos casulos que,
juntos, parecem uma espuma branca.
Esses
casulos são um dos produtos da
Bug. A empresa os vende em copos de plástico
cujo tamanho fica entre o de um copinho
descartável de café e o
de um copinho de água. Cada copo
contém 30 casulos com cerca de
50 pupas de Cotesia flavipes —
ou seja, dá origem a 1,5 mil vespinhas.
O comprador recebe os copos e espera as
pupas se transformarem no inseto. Então,
vai até a lavoura, abre o frasco
e caminha com ele por uns 25 metros, para
que as vespinhas saiam e se espalhem pela
plantação. Aí, por
conta própria, elas vão
fazer o que fazem na fábrica: colocar
seus ovos no interior da broca-da-cana.
E tudo se repete. "São necessárias
6 mil vespinhas para controlar a praga
em um hectare", explica Pedrazzoli.
"Hoje nós produzimos 250 milhões
de Cotesias por mês, o
que &eacut! e; suficiente para tratar
40 mil hectares de cana-de-açúcar."
Ovos
de traça
O outro
produto do portfolio da Bug é
uma cartela com ovos da traça Anagasta
kuehniella já parasitados
pela vespinha Trichogramma. O
poder de fogo dessa vespinha é
maior do que o da Cotesia. Ela
ataca e controla um número maior
de pragas, como a própria broca-da-cana,
a lagarta-do-cartucho, a lagarta-da-espiga
e pragas de hortaliças, como o
tomate. Sua produção também
é mais fácil, pois ela pode
ser criada em hospedeiros alternativos.
"É diferente do que ocorre
com a Cotesia, que só
pode ser multiplicada em seu hospedeiro
natural, isto é, a própria
praga que ela combate, a broca-da-cana",
explica Carvalho. "No caso da Trichogramma,
nós usamos a Anagasta,
que vive em grãos armazenados e
se contenta com uma dieta mais simples,
seca, composta ! apenas por farinha de
trigo integral e levedura."
O processo
de produção, no entanto,
é semelhante. Primeiro, casais
adultos da traça Anagasta são
colocados em gaiolas para acasalar. Lá,
as fêmeas põem os ovos, que
em seguida são recolhidos. Uma
parte deles é misturada à
dieta à base de farinha e levedura,
para manutenção da colônia.
A outra parte — 95% — é
esterilizada com raios ultravioletas e,
depois, exposta em bandejas à vespinha
Trichogramma, que, por sua vez,
põe seus ovos dentro dos da traça.
Em outra sala, os ovos já parasitados
são colocados em embalagens perfuradas
que permitem a saída dos parasitóides
no campo. As embalagens nada mais são
do que cartelas biodegradáveis
constituídas por três camadas
de papelão. Mas há um segredo:
a camada do meio possui pequenos "túneis"
de dois milímetros de diâmetro.
Quando as outras camadas são sobrepostas
a ela, esses "túneis"
formam pequenos recipientes ou cápsulas
— cada um com capacidade para armazenar
2 mil ovos. Desenvolvida pela própria
Bug, essa embalagem inovadora já
está protegida por patente —
a única que a empresa detém.
A empresa
chegou à embalagem que usa hoje
depois de várias tentativas que
não deram certo. As versões
anteriores eram vulneráveis a formigas,
que comiam os ovos, impedindo a eclosão
das vespinhas. Além de proteger
os ovos desses predadores, a cápsula
proporciona maior segurança quanto
às possíveis mudanças
de temperatura ou ocorrência de
chuvas. Essas cartelas são vendidas
aos produtores, que as colocam na própria
planta ou em suportes. Quando as vespinhas
eclodem, elas saem pelos furinhos e vão
parasitar os ovos das pragas na lavoura.
A satisfação
dos clientes pode ser medida pelos planos
de expansão da Bug. "Estamos
aumentando a produção e
contratamos muitas pessoas nos últimos
dias", diz Pedrazzoli. “Pretendemos,
em um curto espaço de tempo, ser
uma das maiores empresas de controle biológico
de pragas do mundo. Temos como mercados-alvo
o Brasil, a Argentina e o Uruguai, além
do europeu no fornecimento de insumos."