O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) publicou, em seu site na internet, um relatório com dados de um estudo sobre os depósitos de patentes, em todo o mundo, de sistemas que se valem de nanotecnologia para melhorar o armazenamento de energia em pilhas, baterias, células de combustível de hidrogênio e supercapacitores. O título do trabalho é Pedidos de Patente de Tecnologias de Conversão e Armazenamento Eletroquímico de Energia Usando Nanotecnologia.
A introdução do relatório justifica o trabalho citando o amplo uso dos sistemas eletroquímicos de armazenagem de energia, hoje presentes em equipamentos tão diversos quanto telefones celulares, tablets e, até, marca-passos.
O levantamento levou em conta o período de 2001 a 2010. Foi constatado que, no Brasil, as células de combustível são as tecnologias do tipo mais desenvolvidas, mas os residentes no Brasil respondem por apenas 0,4% dos depósitos de patentes efetuados no mundo. Entre os depositantes nacionais, destacam-se a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e a Universidade de São Carlos.
Em todo o mundo, os maiores depositantes de patentes do setor são, pela ordem, Estados Unidos (28%), Japão (25%) e China (15%). As três maiores instituições depositantes são empresas asiáticas – a coreana Samsung e as japonesas Sony e Toyota.