| Entrevista:
Marcos Sanches Vieira
Diretor-executivo da Ridesa
conta a história e o que faz a maior
rede
de pesquisa universitária em melhoramento
genético da cana-de-açúcar
A Ridesa, Rede
Interuniversitária de Desenvolvimento
do Setor Sucroalcooleiro, nasceu antes do
Proálcool. No início dos anos
1970, quando o governo criou o Instituto do
Açúcar e do Álcool (IAA),
responsável por todo o controle da
produção e comercialização
do açúcar e do álcool,
montou também o Planalsucar, o Programa
Nacional de Melhoramento Genético da
Cana-de-açúcar. Esse plano criou
quatro estações experimentais,
em Carpina (PE), Rio Largo (AL), Campos (RJ)
e Araras (SP), que trabalhavam em conjunto
para desenvolver projetos tecnológicos
para o setor. O principal projeto da rede
Planalsucar foi a criação de
novas variedades de cana.
Com o Planalsucar,
formaram-se grupos de pesquisadores em cada
uma das estações, na verdade,
fazendas experimentais, e criou-se também
o banco de germoplasma, em Alagoas. Surgiram
grupos nas áreas de solos, herbicidas
e de controle biológico de pragas da
cana; quatro anos depois, no final de 1974,
veio o Proálcool. "Houve uma grande
euforia do setor, semelhante a que vemos hoje,
mas sem a atual infra-estrutura. A variedade
principal na época era a NA-5659, que
era argentina", lembra Marcos Sanches
Vieira, pesquisador e professor do Departamento
de Biotecnologia Vegetal do Centro de Ciências
Agrárias da Universidade Federal de
São Carlos (UFSCar) e diretor-executivo
da Ridesa, formada hoje por 31 estações
experimentais.
Vieira é
um dos pesquisadores que acompanharam todo
o percurso do etanol no Brasil. Desde 1976,
quando começou a trabalhar no Instituto
Agronômico de Campinas (IAC), após
sua graduação em Engenharia
Agronômica na Escola Superior de Agricultura
Luiz de Queiroz daUniversidade de São
Paulo (Esalq-USP), ele estuda a cana-de-açúcar.
Do IAC, foi para o Planasucar em 1978, para
trabalhar no desenvolvimento das variedades
República do Brasil, conhecidas pela
sigla RB. Quando o Planalsucar quase foi extinto
no governo Collor, ele passou para a Ridesa.
"Com
o estímulo para a expansão do
setor dado pelo Proálcool, os produtores
plantavam tudo que havia, mas o pessoal não
se preocupou muito com a qualidade da muda,
com as variedades", conta. Em meados
dos anos 1980 veio a crise do Proálcool.
"As variedades já não respondiam
mais suficientemente à demanda que
existia. Essa foi uma das causas da crise",
aponta. Mestre e doutor em Genética
Molecular e Biologia Molecular pela Unicamp,
Vieira recebeu Janaína
Simões na UFSCar para contar o
que a histórica Ridesa faz hoje para
ajudar o País a manter-se entre os
principais produtores de cana, açúcar
e etanol.
Na
sua visão, há uma relação
entre a crise do Proálcool e a pesquisa
e o desenvolvimento. O que houve na crise, o
P&D estagnou?
Não estagnou, mas o setor não
estava preparado para o surgimento de algumas
doenças, em especial a introdução
da ferrugem da cana-de-açúcar.
Todas as variedades eram sensíveis; isso
provocou uma queda grande da produção.
Na
época do Planalsucar, só o setor
público financiava e fazia P&D?
Desde o início do Planalsucar, o objetivo
já era atender o produtor. Já
existia naquela época o IAC, que tinha
quatro variedades. Depois veio a Copersucar
[hoje Centro de Tecnologia Canavieira (CTC)],
que começou praticamente junto com as
estações do Planalsucar. Todos
atuavam no sentido de desenvolver tecnologia
para dar condições de crescimento
ao setor. Mas, tirando o CTC, tudo era financiado
exclusivamente pelo poder público. Não
havia cobrança de royalties, licenciamentos
etc.
O
que aconteceu com o Planalsucar?
Em 1990, o governo Collor extinguiu todos os
institutos e ficamos em condições
muito precárias de trabalho. Poucas empresas
perceberam a importância do projeto naquela
época. A extinção dos institutos
foi feita sem nenhum critério, sem uma
análise sobre o que estava funcionando
ou não. O setor privado, enxergando isso,
passou a investir mais. Mas o investimento em
melhoramento genético é muito
caro porque se trata de uma cultura perene.
O resultado demora de 10 a 12 anos, em função
das características botânicas da
espécie. A partir do corte, há
a rebrota dos cortes seguintes. E a avaliação
de uma variedade é feita por cinco, sete
anos. Às vezes, uma nova variedade pode
se mostrar muito boa no início de safra,
nos dois primeiros anos, e depois perder a capacidade
produtiva. Precisamos ter um período
de avaliação muito consistente
para poder ter segurança em liberar um
material que venha mesmo a superar as variedades
em cultivo. Após muitas negociações,
o governo decidiu transferir as quatro fazendas
do Planalsucar para as universidades. As Universidades
Federais de Pernambuco, de Alagoas, Rural do
Rio de Janeiro e de São Carlos absorveram
a estrutura física e o pessoal das coordenadorias
Norte, Nordeste, Leste e Sul do Planalsucar.
Em janeiro de 2001, fomos incorporados pela
UFSCar, em São Paulo, com o compromisso
de criar cursos de graduação.
Posteriormente, outras universidades e Estados
que têm importância no setor canavieiro
aderiram à rede: as Universidades Federais
do Paraná, de Viçosa, em Minas
Gerais, e de Goiás. Sabemos que custa
caro um programa de melhoramento genético
— R$ 10 milhões por ano. Esse seria
o custo se não tivéssemos ajuda
governamental, atuando em padrão para
sermos competitivos e espelho para o resto do
mundo. O nosso programa tem um custo relativamente
baixo porque temos o governo bancando salários,
laboratórios. Como o governo investe,
há condições de trabalhar
com menos recursos do setor privado. México,
Austrália, Paraguai, Peru, Bolívia,
África nos procuraram para tentar estabelecer
convênio e levar material RB para cultivo
em suas terras. Daí se vê a importância
e eficiência do nosso trabalho. Se não
desse resultado, não nos procurariam.
Qual
a configuração da Ridesa hoje?
Atualmente, contamos com sete universidades
federais e vários de seus departamentos.
O que todas as sete universidades fazem é
o melhoramento genético de cana-de-açúcar.
O grupo é bastante heterogêneo.
Temos convênios com Embrapa, Esalq, órgãos
federais e estaduais. A Embrapa nos auxilia
nos estudos na área de transgenia, por
exemplo. A iniciativa privada participa de tudo.
Temos 130 empresas parceiras, que contribuem
no desenvolvimento de produto e na questão
financeira. São 140 pesquisadores, 83
técnicos de nível médio
e 68 trabalhadores de campo dentro da rede.
Hoje, a rede produz 2 milhões de plântulas
[material originado dos cruzamentos]
por ano. Desses 2 milhões, fazemos o
processo de seleção, que leva
de 10 a 12 anos, e que vai chegar ao final com
variedades comerciais. É um trabalho
que, sem equipe bem preparada e experiente,
não se faz. Temos pessoas que fazem melhoramento
há 15, 25 anos. Importamos variedades
do mundo todo, e hoje, na Ridesa, contamos com
2.400 acessos ou genótipos importados
e nacionais disponíveis para ser combinados.
Qual
a relação entre o CTC, a Ridesa
e o IAC, principais desenvolvedores de novas
variedades de cana no Centro-Sul?
Existe uma certa competitividade entre essas
iniciativas, pois fazemos trabalhos semelhantes.
O que é positivo, porque cada um quer
colocar material para o setor que seja superior
ao que está sendo cultivado comercialmente.
A gente utiliza as variedades IACs e as SPs,
que agora são chamadas de CTCs, como
padrão. E queremos superá-las.
Assim como eles também querem nos superar.
Além disso, o produtor não planta
uma variedade só, pois o germoplasma
seria muito semelhante e, no caso de uma doença
ou praga, arrasaria a produção.
A gente usa de 10 a 15 variedades para compor
a área agrícola de um produtor,
dependendo do tamanho da área de cultivo,
para ter maior heterogeneidade genética.
Há variedades com maturação
tardia e precoce, boas para moer em uma ou outra
fase da safra. Uma variedade não consegue
ser eficiente em todo aquele período
de safra, então jogamos com as características
de cada uma delas para tornar o setor mais eficiente.
Não
seria mais lógico trabalhar em conjunto
para não repetir esforços?
Não exatamente. Temos um banco de germoplasma
diferente do CTC, por exemplo. A hibridação
não é a mesma. Temos ainda um
banco de informações. Tudo que
for informação, características
que se referem ao fenótipo do material,
armazenamos nesse banco de dados, e, com um
programa de computação, fazemos
as combinações entre as variedades
em busca da ideal. No melhoramento genético,
não criamos nada; transformamos. Por
exemplo, se amanhã o setor conseguir
processar uma cana integralmente para fazer
álcool usando a biomassa, as variedades
que a gente produz hoje devem ser diferentes,
com baixo teor de açúcar e alta
tonelagem. São variedades mais resistentes.
Enquanto as espécies nativas são
mais resistentes e produtivas, as canas nobres
têm maior teor de açúcar,
mas perdem produtividade [porque 'gastam'
mais energia para produzir açúcar
do que para crescer]. Esse equilíbrio
no melhoramento genético entre produtividade
e resistência depende muito do grupo,
das equipes que trabalham no melhoramento, daí
ser interessante ter mais de uma empresa fazendo
isso.
Falando
em aproveitamento integral da cana, que papel
o Brasil tem em hidrólise?
A rota mais divulgada é a enzimática;
essa parece ser a tendência mundial, processar
o produto integralmente. Mudará o paradigma
se tivermos como processar o material que deixamos
no campo de maneira eficiente. Vamos passar
a fazer cana com alta produtividade agrícola
e menor teor de açúcar. A tecnologia
é cara, mas com o aumento da escala,
se tornará viável. Tudo vai depender
da eficiência do projeto. Os norte-americanos
são os maiores produtores de etanol,
mas preferem pagar para proteger mercado. O
Brasil tem as melhores condições,
é o principal produtor de cana do mundo
e é onde estão sendo desenvolvidas
as tecnologias de ponta para o setor. Nós
estamos ditando as tecnologias em cana para
o mundo. Estamos com a cultura totalmente mecanizada,
do corte à colheita, carregamento e transporte.
Precisamos preparar melhor nosso produtor para
que ele não use esses equipamentos em
condições não adequadas.
Quais
as linhas de pesquisa da Ridesa?
A linha principal é o melhoramento genético
clássico, por meio da hibridização,
em função da característica
genética da planta. A cana é um
poliplóide, tem um número de cromossomos
muito grande. O ser humano tem 46 cromossomos
e o número de cromossomos da cana é
variável — de pouco mais de 70
pode chegar a até 128, dependendo do
híbrido com o qual se está trabalhando.
Estamos investindo em outro projeto, usando
biotecnologia para desenvolver marcadores genéticos.
Com isso, queremos estudar a nossa distância
da base genética, se estamos estreitando
ou ampliando essa base. O estreitamento leva
a uma perda de qualidade. Seria o mesmo que
pegar uma população e diminui-la
de tal forma que comece a haver cruzamento entre
seres de parentesco muito próximo, o
que provoca a degenerescência genética.
Hoje, a avaliação da distância
da base genética é feita por meio
da observação e análise
de características morfológicas,
o que é um processo muito relativo, pois
depende das pessoas que estão observando.
Isso traz também dificuldades na análise
de materiais muito semelhantes. O uso desses
marcadores é importante ainda para termos
um processo de identificação do
nosso material. Desde 1997, o Ministério
de Agricultura criou a Lei dos Cultivares e
é de nosso interesse ter uma forma mais
eficiente de identificar nosso material [para
cobrar do produtor pelo uso da variedade].
O que
a Ridesa procura em melhoramento genético?
No momento, queremos o equilíbrio, variedades
com alto teor de açúcar e que
também respondam em termos de produtividade
e sanidade em relação a doenças
e pragas. Hoje, 53% da área canavieira
no País é coberta por variedades
RB, o que corresponde a 5,5 milhões de
hectares. A safra da cana começava em
maio e ia até outubro há 15 anos.
Era relativamente curta. Hoje, há regiões
no Centro-Sul começando em março,
e o pessoal ampliou até novembro e dezembro.
As variedades precisam ter características
específicas em termos de capacidade de
brota, de maturação, para ser
processadas em todo esse período. É
isso que a gente tem trazido para o mercado.
Vocês
trabalham com transgênicos na Ridesa?
Em parceria com o Instituto Agronômico
do Paraná (Iapar), introduzimos um gene
de feijão em uma variedade de cana visando
à resistência à seca. Esse
material está em uma casa de vegetação
e sendo avaliado. Tudo é 100% controlado.
Contudo, acreditamos que, por um bom período,
as variedades ainda vão ser obtidas por
hibridação natural. Isso porque
as vias metabólicas da cana-de-açúcar,
pelo fato de ela ter muitos cromossomos e genes,
são muito complexas.
A Fundação
de Amparo à Pesquisa de São Paulo
(Fapesp) financiou o projeto genoma da cana.
Ele já impactou a produção
de novas variedades, de alguma forma?
A UFSCar participou desse projeto com dois
laboratórios, um das Ciências Agrárias,
de Araras, e o de Genética, no campus
de São Carlos. O genoma da cana, em si,
não significa muito; precisamos conhecer
as funções dos genes. Nossa idéia
é aproveitar alunos de pós-graduação
para identificar e descobrir as funções
dos genes que seriam mais interessantes para
o sistema produtivo.
A Ridesa
só faz melhoramento genético?
Não, temos como linhas de pesquisa ainda
a fitopatologia; os estudos de solos e nutrição
de plantas; a área ambiental, envolvendo
a queima e tecnologias para minimizar seus impactos;
a sociologia, para avaliar as condições
dos trabalhadores; e estudos sobre como fazer
transferência de tecnologia.
O que
pesquisam na área de fitopatologia?
Consideramos como principal doença do
canavial hoje o raquitismo da soqueira, causado
por uma bactéria. Ela provoca o entupimento
dos vasos, do floema, impedindo que a planta
aproveite dos solos as substâncias importantes
para o seu desenvolvimento. Ela afeta os três
principais parâmetros de produção:
diminui o número de perfis na touceira,
diminui o diâmetro dos colmos e a altura.
É uma doença com diagnóstico
complexo, porque é difícil saber
se aquele padrão foi resultado de alguma
condição climática ou adubação
inadequada ou se a planta está doente.
Para evitar essa doença, temos um tratamento
de termoterapia: damos um choque térmico
para matar essas bactérias. A planta
perde um pouco da capacidade de germinação.
E na
área de solo e nutrição?
Há variedades selecionadas para solos
mais fracos. As empresas procuram mapear as
propriedades; temos especialistas fazendo a
caracterização pedológica
[estudo do solo] das empresas.
A pesquisa
na área ambiental está focada
na queima?
Não. Só por ser uma monocultura,
a cana já causa um impacto ambiental.
Mas, das culturas de maior importância
econômica, é a que causa menos
danos de erosão ao solo, por ser semiperene
e manter restolho [os restos da cana que
ficam no solo depois da colheita e que o protegem,
não o deixando exposto] no corte.
Existe uma preocupação grande
entre os produtores para evitar que a água
de chuva cause erosões e cause prejuízos
ambientais, como assoreamento de rios, ravinas
e voçorocas.
Qual
alternativa para o desemprego que o processo
de mecanização causará?
A idéia não é expulsar,
mas aproveitar o pessoal em mecanização
ou transferi-lo para outras atividades agropecuárias.
A cana não afasta outras culturas. Ribeirão
Preto é a maior região produtora
de cana-de-açúcar e também
a maior produtora de grãos. Anualmente,
é possivel reformar [eliminar a cultura
anterior e plantar cana novamente] 20% da
área de cana. Nesses 20% em reforma,
dá para produzir eficientemente grãos
ou criar animais em confinamento. A sazonalidade
do trabalho preocupa o setor. Temos colegas
procurando alternativas para não criar
bolsões de trabalhadores marginalizados
nas margens das cidades.
Como
a Ridesa faz a transferência de tecnologia
para os produtores?
Existem dois sistemas. Em áreas maiores
de cana-de-açúcar, levamos em
conta a tonelagem, quanto a empresa mói
e a área de variedades protegidas [as
registradas no Ministério da Agricultura].
Alguns Estados preferem cobrar um percentual
apenas sobre a área total moída
pela empresa. Todos podem plantar nossas variedades,
mas pagam royalties. Cobra-se hoje R$
18 por hectare plantado com variedade protegida.
Como
os produtores chegam até a Ridesa?
Nossos conveniados da área privada não
só participam financeiramente, mas também
na seleção no campo. Quando chegamos
à fase da experimentação,
os produtores começam a multiplicar o
material na sua área de produção.
Nem todos fazem esse trabalho de experimentação
porque é um custo maior para a empresa,
já que eles fornecem a mão-de-obra
e as máquinas. Eles também não
fazem o tratamento térmico [para combater
doenças]. Nós entramos com
a equipe para fazer a seleção,
e ela também se encarrega de orientar
o plantio. Ccomercializamos mudas, viveiros
primários e secundários. Produzimos
uma variedade que ficará por oito, dez
cortes. Quanto mais sadia estiver a cana, mais
tempo ela permanecerá no campo. Isso
traz economia para o produtor no custo da reforma:
tem de cortar muda, transportá-la, preparar
o solo.
Qual
o perfil desses associados?
São pequenos, médios e grandes
produtores. Não atingimos diretamente
os fornecedores de cana. Atingimo-os indiretamente
porque as usinas repassam esse material para
eles, mas estamos começando a trabalhar
com uma cooperativa de Guariba. Esperamos que
outras venham a aderir a esse projeto. Estamos
pensando em montar uma estrutura própria
para atender o pequeno produtor, o fornecedor.
Cerca de 50 milhões de toneladas de cana
vêm dos fornecedores só em São
Paulo.
Quanto
se investe na Ridesa?
Temos o investimento feito pela universidade,
em laboratórios, salários dos
funcionários, pois a maioria é
gente da universidade. É difícil
calcular. No ano passado, por exemplo, conseguimos
R$ 1,8 milhão do Ministério da
Ciência e Tecnologia para investir em
uma estação de cruzamento no Nordeste.
Parte do dinheiro foi liberada. Os recursos
para tocar o negócio vêm da iniciativa
privada e o governo financia a parte de infra-estrutura
do trabalho. É difícil dizer quanto
vem do setor privado.
Qual
foi investimento da iniciativa privada na Ridesa
em 2006?
É difícil falar em número,
esse investimento e variável, depende
do valor da ATR [Açúcar Total
Recuperável, método que determina
o preço da tonelada de cana-de-açúcar
no mercado; leva em consideração
a qualidade da cana, apurada conforme a sua
concentração em ATR; o preço
do açúcar e do álcool no
mercado externo e interno, livre de imposto;
e a participação do custo da cana-de-açúcar
no custo do açúcar e do álcool].
|