Uma reforma do sistema internacional de patentes poderá resultar em economia de US$ 9 bilhões (R$ 16,2 bilhões) a US$ 34 bilhões (R$ 61,2 bilhões) por ano no mundo e contribuir para criar empregos, oportunidades de negócios e reduzir custos administrativos. Essa é uma das conclusões do relatório "Patent Backlogs and Mutual Recogniton", elaborado pela consultoria London Economics a pedido do governo da Grã-Bretanha, para informar seu escritório de patentes. O documento trata do backlog – a diferença entre o número de pedidos de patentes depositados e o número de pedidos analisados e concedidos ou indeferidos - dos principais órgãos de proteção intelectual no mundo, incluindo o dos Estados Unidos, Japão e Europeu.
De acordo com o texto, hoje a rede mundial de proteção à propriedade intelectual se movimenta cada vez mais devagar, sob o peso dos pedidos de patenteamento. De um lado, os pedidos se acumulam nos países ricos; de outro, eles se multiplicaram em economia emergentes – como na China, onde os pedidos de patente saltaram de 40 mil ao ano em 1997 para 250 mil em 2007. Cerca de 1/3 dos pedidos registrados nas grandes agências de patenteamento do mundo é feito em mais de um país, estima o documento, segundo o qual a economia poderia ser conseguida por meio de maior compartilhamento do trabalho para evitar a duplicação das análises dos pedidos.
Clique aqui para ler a íntegra do relatório, em inglês
PDF "Patent Backlogs and Mutual Recogniton"
Investimento em energias limpas nos países do G-20
A fundação norte-americana Pew Charitable Trusts publicou no dia 24 de março de 2010 o estudo "Who’s Winning the Clean Energy Race?" (Quem está ganhando a corrida da energia limpa?), que revela a situação dos países do G-20 no processo de consolidação desta indústria mundial que emprega fontes de energia renováveis e menos poluentes. Com dados de 2005 a 2009, quando o investimento mundial no setor cresceu 230%, o documento destaca o Brasil na sexta colocação do ranking. No ano passado, segundo a entidade, o País investiu U$ 7,4 bilhões em energias limpas. No topo da lista pela primeira vez, a China ultrapassou os Estados Unidos. A energia eólica e a solar lideraram os investimentos em 2009, enquanto os biocombustíveis vêm sofrendo quedas nos últimos dois anos. O documento traz também um perfil individual dos membros do G-20, com a distribuição dos recursos por setor e as principais políticas públicas adotadas.
Confira aqui o estudo completo, também em inglês.
PDF "Who’s Winning the Clean Energy Race?"
Balanço de 27 projetos da Subvenção
A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) apresentou no dia 23 de março um primeiro balanço sobre o programa de subvenção econômica à inovação, o "Relatório de Avaliação do Programa de Subvenção Econômica". Para elaborar o documento, a agência de financiamento do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) analisou 27 projetos de 24 empresas, aprovados nos dois primeiros editais do programa, lançados em 2006 e 2007. Entre as 24 empresas, 11 declararam já ter um produto ou serviço vendido, resultado do projeto de inovação subvencionado pelo governo. A maioria dos projetos era da área de software.
Clique e confira o balanço completo.
PDF "Relatório de Avaliação do Programa de Subvenção Econômica"