Maior parte dos países latino-americanos não tem sido capaz de desenvolver e executar políticas que permitam um crescimento significativo baseado na inovação Um ranking de inovação e competitividade divulgado em julho pelo think-tank Information Technology and Innovation Foundation (ITIF), sediado em Washington, coloca o Brasil na 38ª colocação entre uma lista de 44 países e regiões selecionados, com 29,3 pontos, mas melhorou em relação ao levantamento anterior, de 2009. Apesar de ser o segundo mais bem posicionado da América Latina, atrás apenas do Chile (33º), o Brasil figura à frente apenas de seis países: Turquia, México, África do Sul, Argentina, Índia e Indonésia.
No topo do ranking estão: Cingapura (1º), Finlândia (2º), Suécia (3º), Estados Unidos (4º), Coreia do Sul (5º), Reino Unido (6º), Canadá (7º), Dinamarca (8º), NAFTA (9º) e Holanda 10º. A lista inclui 40 países e quatro regiões: NAFTA (EUA, Canadá e México), União Europeia-15 (Áustria, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Irlanda, Itália, Holanda, Luxemburgo, Portugal, Espanha, Suécia e Reino Unido), União Europeia-10 (Chipre, República Checa, Estônia, Hungria, Letônia, Lituânia, Malta, Polônia, Eslováquia e Eslovênia) e União Europeia-25 (inclui todos os países-membros menos Bulgária, Romênia, Malta e Luxemburgo em razão da falta de dados suficientes).
Dos 100 pontos possíveis, a média dos 44 listados foi de 45,6 pontos Segundo o estudo
"The Atlantic Century II: Benchmarking EU & U.S. Innovation and Competitiveness", feito em parceria com o European-American Business Council, a maior parte dos países latino-americanos não tem sido capaz de desenvolver e executar políticas que permitam um crescimento significativo baseado na inovação. "A força deles continua sendo nos custos baixos, mas se conseguirem efetivamente resolver suas fraquezas, particularmente no ambiente de negócios (incluindo políticas governamentais que limitam a competitividade), na capacitação da mão de obra e na infraestrutura, e concentrar seus esforços no estímulo à competitividade em um amplo grupo de setores (em vez de em poucos setores exportadores protegidos), eles poderiam estar posicionados para obter um desenvolvimento mais rápido", aponta o ITIF.
Dos 100 pontos possíveis, a média dos 44 listados foi de 45,6 pontos. Foram considerados 16 fatores na avaliação da competitividade global dos países. Esses fatores, por sua vez, foram divididos em seis grupos de indicadores básicos, com diferentes pesos na nota final: capital humano (10%), capacidade de inovação (22%), empreendedorismo (12%), infraestrutura de tecnologia da informação (20%), política econômica (11%) e desempenho econômico (25%).