Um estudo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) sobre as tendências das energias renováveis no mundo revelou que os investimentos públicos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) superaram pela primeira vez os dispêndios do setor privado em 2010, em comparação com o ano anterior, em razão dos pacotes de estímulo lançados após a crise financeira mundial. Divulgado em 7 de julho, o documento
"Global Trends in Renewable Energy Investment 2011" mostra que os aportes totais em P&D no período cresceram 40%, alcançando a marca de US$ 9 bilhões.
Investimento total em energia renovável cresceu 32%, para US$ 221 bilhões, impulsionado pelos gastos da China com energia eólica e da Europa com projetos de pequena escala de energia solar fotovoltaica Produzido com base em dados da Bloomberg New Energy Finance, o relatório reafirma resultados similares produzidos por
outros estudos divulgados neste ano. Uma das principais conclusões é que houve um crescimento de 32% nos investimentos totais em energias renováveis, para US$ 221 bilhões, impulsionados majoritariamente pelos gastos da China com energia eólica e da Europa com projetos de pequena escala de energia solar fotovoltaica. Esse resultado significa uma elevação de
540% em comparação com 2004, destaca o estudo.
Pela primeira vez, as economias em desenvolvimento ultrapassaram os países desenvolvidos no item "novos investimentos financeiros". As nações em desenvolvimento destinaram US$ 72 bilhões no ano passado, ante US$ 70 bi dos países ricos O Pnuma aponta ainda que, pela primeira vez, as economias em desenvolvimento ultrapassaram os países desenvolvidos no item "novos investimentos financeiros". As nações em desenvolvimento destinaram US$ 72 bilhões no ano passado, enquanto os países ricos investiram US$ 70 bilhões. Em 2004, os aportes dos primeiros representavam apenas um quarto dos gastos dos segundos. O tipo de tecnologia que mais recebeu novos investimentos em 2010 continuou sendo a eólica, com US$ 94,7 bilhões, enquanto a energia solar recebeu US$ 26,1 bilhões e a geração a partir de biomassa e outros resíduos atraiu US$ 11 bilhões.
O levantamento da Bloomberg destaca ainda que a tecnologia que mais se beneficiou pela queda nos custos de produção nos últimos três anos foi a solar, já que o valor do megawatt gerado em módulos fotovoltaicos caiu 60% desde 2008. Com isso, a energia solar se tornou competitiva para a geração de eletricidade em diversos países onde a radiação solar é mais intensa. No mesmo período, os custos de geração por megawatt em turbinas eólicas recuaram 18%.