Indicadores ruins relativos à educação superior, ao ambiente de negócios, ao comércio e às condições de crédito fizeram com que o Brasil alcançasse apenas a 58ª posição no
Índice Global de Inovação 2012, uma queda de 11 posições em relação ao resultado de 2011. Apesar de algumas mudanças metodológicas ao longo dos anos, o estudo anual vem mostrando uma oscilação da posição brasileira no cenário mundial da inovação: em 2009, no 50º lugar; em 2010, na 68ª colocação; e, em 2011, na 47ª posição.
Estudo anual vem mostrando oscilação da posição brasileira no cenário mundial da inovação Os países com os melhores desempenhos no índice são: Suíça (1ª), Suécia (2ª), Cingapura (3ª), Finlândia (4ª), Reino Unido (5ª), Holanda (6ª), Dinamarca (7ª), Hong Kong (8ª), Irlanda (9ª) e Estados Unidos (10ª). O Canadá deixou a lista dos dez mais inovadores, caindo da 8ª para a 12ª posição, e a Irlanda entrou para essa lista, subindo do 13º para o 9º lugar. O resultado foi divulgado no dia 3 de julho pelo instituto de pesquisa e ensino de negócios Insead em parceria com a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI).
Novos países no ranking
A quinta edição do ranking considerou dados de 141 países, 16 a mais do que a
edição anterior, compreendendo agora 94,9% da população mundial e 99,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do mundo. A inclusão de dois países entre os 60 primeiros colocados — Malta (16º lugar) e Montenegro (45º lugar), que não faziam parte do estudo no ano anterior — também influenciou a queda brasileira; em relação às 125 economias do ranking de 2011, o Brasil caiu nove posições.
Brasil é o segundo colocado entre as economias sul-americanas, atrás apenas do Chile (39º) "O Brasil sofreu a maior queda entre os países do BRIC [Brasil, China, Rússia e Índia]. Essa queda demonstra a importância de se dedicar à solução de fraquezas estruturais nos ecossistemas da inovação frente à desaceleração no crescimento mundial. Os perfis dos países revelam importantes diferenças entre os quatro membros do BRIC, mas todos têm em comum desafios institucionais e de governança que devem ser tratados caso queiram corresponder às expectativas de seu potencial de inovação", afirma o documento.
Desempenhos dos BRICs
A produção de conhecimento e tecnologia, a infraestrutura e o nível de sofisticação do mercado e dos negócios foram os destaques da China, que ficou na 34ª colocação. Em seguida aparece a Rússia, no 51º lugar, com destaque para indicadores de capital humano e de pesquisa. Neste bloco dos emergentes, a Índia surge atrás do Brasil, no 64º posto do ranking, favorecida pela produção criativa e nível de sofisticação do mercado.
Ranking coloca o Brasil apenas em 115º lugar no quesito educação superior, o que influenciou na queda Entre as economias sul-americanas, o Brasil é o segundo colocado, atrás do Chile (39º), com desempenho relativamente positivo na parte do índice que considera os resultados da atividade de inovação na economia (conhecimento e tecnologia e criatividade). Neste quesito, o Brasil ocupa a 52ª posição, apesar de ter perdido 18 colocações em relação ao levantamento de 2011. No critério de insumos para a atividade de inovação (instituições, capital humano e pesquisa, infraestrutura, sofisticação do mercado e sofisticação dos negócios), o País aparece apenas em 69º. No ranking que mede a eficiência da inovação, ou seja, a relação entre insumos e resultados, o Brasil despencou da 7ª, em 2011, para a 39ª colocação, em 2012. O estudo aponta como "particularmente preocupante" o desempenho brasileiro nos quesitos ambiente de negócios (127º lugar), educação superior (115º) e condições de crédito e mercado (ambos, em 108º).