A Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos anunciou, em conjunto com outros órgãos do governo, o lançamento de uma competição nacional para a criação de sensores portáteis capazes de medir a qualidade do ar e, ao mesmo tempo, monitorar a resposta fisiológica de uma pessoa à poluição atmosférica. Os quatro finalistas do “Desafio Meu Ar, Minha Saúde” receberão US$ 15.000 (cerca de R$ 30.000), com US$ 100.000 (R$ 200.000) indo para o vencedor final.
Segundo o serviço noticioso ScienceInsider, da revista Science, este é o primeiro desafio tecnológico lançado pela EPA. A Nasa e o Departamento de Defesa dos EUA são dois órgão federais que lançam mão do formato com alguma frequência. O Desafio está aberto a pessoas, equipes ou empresas que tenham residência permanente, ou principal área de atuação, nos EUA.
O resumo do Desafio define a tarefa a ser executada da seguinte forma: “Requisitamos planos para o desenvolvimento de dispositivos pessoais – que devem medir a qualidade do ar de modo sensível e frequente, bem comi um ou mais marcadores fisiológicos ligados à métrica de qualidade do ar que é medida”.
Além disso, o sistema deve ser projetado com o auxílio de uma população-alvo que será beneficiada pelo produto final. “Requisitamos o projeto de um sistema pessoal integrado, junto com um plano de desenvolvimento e uma proposta para estudo de prova de conceito”. O envio de propostas deve ser feito até outubro deste ano.
Ouvido pelo Insider, o consultor científico da EPA, Glenn Paulson, mostrou-se entusiasmado com o formato: “Pagamos pelos resultados, não pela pesquisa. É um dos modos mais eficientes e eficazes de se fazer alguma coisa”.
Carro robô
Dos prêmios oferecidos por órgãos do governo americano para estimular o desenvolvimento de novas tecnologias, talvez o mais conhecido seja o do Grande Desafio Darpa, lançado pela Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (Darpa, na sigla em inglês), para a criação de um automóvel capaz de realizar percursos de modo autônomo, sem motorista.
A primeira competição foi realizada no deserto de Mojave, em 2004, sem que nenhum veículo conseguisse completar o trajeto estipulado, de 240 km. Em 2005, no entanto, cinco veículos percorreram a distância estabelecida. As equipes que melhor se saíram representavam duas universidades, Stanford e Carnegie Mellon. O veículo de Stanford conquistou o prêmio de US$ 2 milhões (R$ 4 milhões).
Em 2007, a Darpa patrocinou uma versão urbana do desafio, com um percurso de 96 km dentro dee uma área urbanizada, e com a exigência de respeito às leis de tráfego. Desta vez, Carnegie Mellon ficou com o primeiro prêmio, e Stanford veio em segundo.
Engenheiros que tomaram parte no desafio foram, depois, contratados pelo Google para trabalhar no desenvolvimento do carro sem motorista que vem sendo testado pela empresa, e que recentemente completou um percurso urbano com um “motorista” cego a bordo.